A Casa Mais Linda De Gotland !!


Esta casa é conhecida como a “fazenda mais bonita de Gotland” na Suécia. Se é verdade ou não,não cabe a nós decidirmos, mas é decididamente é muito charmosa. A casa de calcário branco do final do século XIX, cercada por árvores antigas e imponentes, terras aráveis, e localizada na popular Storsudret, fica perto do mar e das praias arenosas.

Tudo foi reformado de maneira cuidadosa e a casa, com seus 300 metros quadrados e todas as 54 janelas, é arejada e iluminada. Seis quartos e cozinha, dos quais quatro quartos, distribuídos por 1,5 andares e porão. A casa inclui um terreno de 7.090 metros quadrados, com árvores de folha caduca altas e sebes que protegem e formam um limite com os campos abertos ao redor. Na fazenda, há também um laranjal, um depósito e um celeiro.

Não apenas a casa foi reformada, como o jardim também recebeu uma transformação e tanto. Um novo gramado foi preparado e plantios em estilo inglês foram feitos, incluindo árvores frutíferas, terra de jardim, sebes, flores cortadas, algumas centenas de rosas e centenas de lavanda que cercam casas e caminhos de cascalho. A iluminação de jardins e árvores dá uma sensação acolhedora, assim como uma ruína do antigo celeiro cria um toque pessoal e criativo.

Quando você chega a esta mansão, é recebido por uma entrada magnífica com escadas de pedra e belas portas duplas. No chão do corredor, há mármore de Carrara com aquecimento, e em frente há um luxuoso banheiro, com banheira embutida, torneiras exclusivas de latão em estilo antigo e mármore de Carrara em todos os lugares.

O quarto principal é um antigo salão com piso de madeira e teto com vigas, e na sala há uma lareira e tetos também com vigas sólidas. De lá, você chega por portas duplas à cozinha luxuosa, construída no local, com bancos em mármore de Carrara, todos os acessórios e torneiras em latão e uma lareira. Da cozinha, existem saídas para o pórtico e para a lavanderia, onde as máquinas estão escondidas atrás de móveis feitos sob medida.

O piso superior é composto por uma sala de estar com mansardas em duas direções, um luxuoso banheiro e dois quartos. No chamado “prédio dos fundos”, há quartos e salas de 50 metros quadrados com armários embutidos.
O local é uma das áreas mais pitorescas de Gotland. A vila é composta por igrejas, fazendas, campos e campos misturados com charnecas com baixos arbustos de zimbro, pântanos, bosques, prados e muralhas de paralelepípedos.
No fundo do jardim, há também um laranjal e uma estufa com janelas bonitas e antigas que convidam a grandes e longos almoços e jantares quando o clima não é apropriado para comer fora. Adjacente ao laranjal, há um pátio disposto sobre lascas de calcário.
Som de John Barry – Somewhere In Time

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Um Paraíso Na Suécia !!


Quando Kristina Didriksson e Anders Klang se conheceram há dez anos, Anders já estava morando em Stengården em Österlen, Suécia e há três anos Kristina se mudou. Desde então, eles reformaram e consertaram o quintal juntos. Eles fizeram de tudo, desde trocar o telhado, construir uma estufa e um terraço até a construção de um estúdio onde Kristina pode pintar. Para Kristina, que morava em uma casa de rua no meio do centro de Lund, a mudança foi fantástica.

Kristina, que freqüenta a escola de arte de Sara – a academia sueca de arte realista – em Simrishamn, agora tem planos de desenvolver seus negócios com cursos de arte no quintal. Ela planeja oficinas onde grupos de artistas podem estudar, pintar e, em paz e tranquilidade, apreciar as vistas e a luz do local.  “Entrei em outra fase da minha vida agora que estou entrando na educação artística. É muito legal poder realizar seu sonho e continuar fazendo o que eu amo na minha idade. Nunca é tarde demais”.

No começo, este lugar parecia um pouco desolado. “De repente, você está quase sozinho, quase não há vizinhos aqui. É algo com que você precisa aprender a conviver, finalmente eu me acostumei e tudo o que preciso está a uma distância razoável daqui”. Este ambiente é importante para uma pessoa criativa que precisa de calma e inspiração.

Aqui a proprietária é forçada a usar sua criatividade porque não há outras tentações. Na cidade, existem rotas de fuga, como encontrar amigos, dar um pulo na cidade ou fazer um lanche. Aqui você tem que viver com você mesmo, não há outra saída.

Som de Weeknd – Blinding Lights

O terraço, localizado em um canto do pátio circundante, é um lugar aconchegante para se sentar durante o dia ou à noite. Kristina tem planos de construir um telhado de vidro para que possa ficar aqui mesmo quando chove. Os vasos são comprados em uma loja local e o mobiliário é de área externa aguentando bem tempos chuvosos.

 

 

Esta casa tem uma localização fantástica, com vistas completas sobre o Mar Báltico e, às vezes, até a ilha de Bornholm.

 

Na grande sala da família, também é a sala de jantar. Aqui a mesa e as cadeiras forradas em diferentes tecidos foram compradas em leilão.

 

A cozinha, perto do quintal é aconchegante e rural. A pequena ilha da cozinha oferece espaço de trabalho extra. O banco antigo foi uma pechincha em um antigo mercado de pulgas. Logo ao lado da cozinha há outra sala de jantar.

 

A segunda sala de jantar, com uma mesa que recebe mais convidados.

 

 

 

Na mesa do jardim, um arranjo de flores de verão colocadas  em um vaso antigo de cobre enferrujado.

 

 

No pátio de paralelepípedos, há também uma mesa de jantar para que você possa desfrutar do lindo roseiral.  Kristina encontrou o tampo da mesa em estado bruto, e as duas pernas em um mercado de pulgas.

 

 

A sala está equipada com um sofá e uma poltrona de modelo howard. O baú grande é perfeito para usar como mesa de centro, e fornece armazenamento extra. O quadro é de autoria da proprietária.

 

O estúdio é o lugar onde Kristina prefere ficar e pintar. Aqui existe uma calma agradável e a luz é linda. As próprias obras de Kristina estão penduradas nas paredes.

 

Um belo canto em frente á lareira. O sofá Chesterfield combina perfeitamente com as poltronas de estilo.

 

 

O estúdio de Kristina tem uma mesa no andar superior, espreguiçadeira e um banheiro menor. Anteriormente, apenas uma área sem utilidade que Kristina e Anders foram renovando.

 

Detalhes do banheiro

 

O quarto é decorado romanticamente com uma cama que ficava na casa quando Anders se mudou e foi completamente recuperada. A cama é dos EUA e estava em mogno escuro, que Kristina repintou em tons mais claros.

 

Um pátio com bancos fixos está localizado ao lado do laranjal. Faz com que toda a superfície seja um lugar perfeito para os hóspedes. Cadeiras e mesa comprados em leilão.

 

O projeto mais recente foi  a construção do laranjal. Aqui a família pode desfrutar de noites frias de outono e dias quentes de primavera, mas também durante todo o verão.

 

 

Chore Coat é a Próxima Aposta da Moda Masculina !!!


Depois da onda militar, que continua nas araras nesta estação e provavelmente em muitas mais, a moda masculina se volta para dois outros cenários: o estilo safári e o workwear. É desse segundo que saiu o chore coat, o casaco para tarefas pesadas.

Em 1917 a marca americana Carhartt anunciava pela primeira vez seu “Engineer Sack Coat” que mais tarde seria chamado de chore coat. A ideia era colocar no mercado um casaco resistente, funcional e, de certa forma, confortável, pois suas dimensões davam liberdade de movimento. Na época este casaco era feito de lona pesada ou jeans, tinha bolsos grandes e um colarinho que podia ser levantado para proteger o pescoço do vento frio.

casaco de tarefas (traduzindo o nome ao pé da letra) não é mais tão largo quanto no início do século passado, mais ainda possui uma silhueta ampla, lembrando os cortes dos anos 90, embora exemplares mais ajustados também estejam em algumas coleções.

Geralmente ele apresenta 3 bolsos tipo “patch”, ou seja, costurados por cima do tecido que recobre o tronco, com as seguintes características:

  • Os dois na parte de baixo são maiores e apropriados para ferramentas pesadas.
  • O de cima poderia acolher um lenço para secar o suor ou simplesmente o maço de cigarros, contudo, isso não o torna menos útil, parafusos, porcas e pequenas peças também eram acondicionados ali.
  • Para fácil acesso, nenhum deles tinha abas que pudessem fechá-los, atrapalhando o acesso a seu conteúdo.
  • O comprimento do chore coat podia chegar até o final do quadril ou pouca coisa acima, atualmente alguns deles são mais curtos lembrando mais uma jaqueta, mas isso não é regra.O tecido ficou ligeiramente mais leve, ainda que bem resistente, com a sarja despontando como preferência na maioria das marcas.Como a moda é cheia das liberdades não se espante se encontrar por aí chore coats de couro, lã, moletom e até de tricô.
  • O colarinho já foi maior, mas hoje ele se assemelha ao colarinho de uma camisa, ou melhor, de uma Jaqueta trucker,  mesmo assim pode ser levantado para evitar o vento frio na nuca.
  • As cores mais comuns são marinho, marrom, laranja queimado, verde, cinza e preto, além do índigo do jeans, quando feito nesse material.

 

Acontece que as lojas estão preferindo lançar versões mais leves das jaquetas e casacos que prometem se destacar no inverno durante as estações que antecedem essa época, assim vão criando o desejo em uma parte dos consumidores, que vão considerar a compra quando o frio chegar, enquanto outra parte dos homens vão adquirir a peça para usar na meia estação ou nos dias mais amenos de verão.

Na lista de quem está explorando o chore coat em uma versão light aqui no Brasil entram marcas como Zara, Levi’s e Renner. Na gringa, Gap, Stüssy, J. Crew, Patagonia e Todd Snyder também aproveitaram a onda.

Para aqueles que curtem um look casual a peça é perfeita: combina com camiseta, henley, camisa xadrez, camisa jeans ou até sobrepondo uma trucker. Botas pesadas e tênis  fazem um complemento estiloso para este tipo de look.

Os jeans despontam como parceiros de longa data, mas a chino é a bola da vez, a calça de alfaiataria, podem render bons combos, principalmente se você se limitar a cores neutras e peças básicas para combinar.

Som de Charles Aznavour – La Bohème

Uma Mini Casa !!


Os construtores de pequenas casas em Byron Bay, Austrália da empresa Little Byron, trabalham com um lindo design de pequenas casas que não só tem uma área engenhosa de estar e dormir, mas também inclui uma área ao ar livre. Esta casa tem apenas 9 m de comprimento e 2 m de largura, mas seu design fantástico e economia de espaço faz com que pareça muito maior.

A deslumbrante casa sobre rodas foi construída para um dos clientes que estavam procurando uma casa de hóspedes em sua propriedade para visitantes, mas também tem planos de se mudar para o belo espaço para quando seus filhos deixaram o ninho.

A casa tem um design bonito que presta homenagem à praticidade típica de pequenas casas, com bastante luz natural. A casa foi construída com uma abundância de janelas que realmente abrem o espaço, criando um interior vibrante e saudável. Não apenas existem grandes janelas operáveis ​​em quase todos os cantos da casa, incluindo os quartos e o banheiro, mas também uma enorme janela no meio da sala que se abre para fora.

Definitivamente o coração da casa é a cozinha, em estilo fazenda onde o design realmente brilha. Com muito espaço de armazenamento na forma de prateleiras abertas abaixo e acima do contra-espaço, a cozinha é funcional e bonita.

Do outro lado da cozinha é a área de jantar. Em vez da borda da janela típica, um pequeno tampo da mesa foi instalado para criar uma área de jantar ou de trabalho. A grande janela se abre horizontalmente para fornecer um amplo espaço aberto que não apenas traz mais luz natural e ar, mas realmente conecta o interior ao exterior.

O resto da casa é igualmente sofisticada. Paredes brancas, pisos e acabamentos em madeira dão à casa uma vibração fresca e moderna. Um teto de altura dupla também abre o espaço interior, oferecendo lugar para um loft de dormir em um lado da casa, acessível por escada.

O design típico de beliches está presente na sala de estar, com um pequeno sofá, suspensa no térreo em uma plataforma de madeira. Abaixo do espaço é o quarto principal, que tem espaço suficiente para uma cama queen-size.

Você poderia morar em uma pequena casa? Casas minúsculas se tornaram cada vez mais populares porque há mais famílias isoladas e as pessoas não querem mais a manutenção de uma grande casa convencional. Não apenas isso, mas pequenas casas são perfeitas para pessoas que querem viver em uma casa sustentável. Esta construtora projeta e cria pequenas casas artesanais, luxuosas, ambientalmente sustentáveis ​​e acessíveis em sua oficina. Os resultados são lindas casas que realmente não parecem tão pequenas, e aí gostaram?

Som do Billy Joel – Vienna

 

Tota Penteado !!


Há uns anos vi em uma revista a casa da designer de interiores Tota Penteado, e desde então planejava mostrar esta casa linda aqui no blog. O terreno tem 450m², sendo 350m² de área construída, e fica localizado no Jardim Petrópolis em São Paulo. Se a casa é maravilhosa? Bom, já já você vai entender meu encantamento por essa morada de ares italianos e peças cheias de história, mas que, principalmente, se resume em uma lar real e usável. Casa com cara de casa!

Há quase 6 anos resolveram realizar um sonho antigo de sair do apartamento em que moravam nos Jardins, e procurar um lugar que desse uma condição confortável de ter o seu escritório em casa. Ela foi em busca de bairros residenciais e começou a andar pela Chácara Santo Antonio, Chácara Flora e Jardim Petrópolis, foi quando se encantou por essa casa à primeira vista.

“Sempre me inspirei na Toscana quando pensava em algo para mim. Como a casa tinha uma pagada térrea, enxerguei a possibilidade de abrir todos os espaços e integrar inclusive a lateral, onde tenho meu pequeno jardim e horta. Quebrei tudo, estruturei com vigas metálicas, e substitui as paredes por portas e janelas. Todos os acabamentos são rústicos, com pisos em tijolos que lembram os de demolição, fulget na parte externa, e muitas plantas misturadas fazendo uma composição com a fachada.

Som de Kygo – Stole The Show

Rústica e Charmosa !!


Na Espanha, Astúrias, esse antigo estábulo foi transformado em uma brilhante casa de campo, graças às grandes aberturas com telhados de vidro. Construído em 1750, agora adota um estilo atemporal, com paredes de pedra, algumas das quais não foram tocadas nem pintadas.

Uma profusão de verde e um muro de pedra nos alertam, estamos nas Astúrias. Especificamente na cidade de Lledías, no que era um estábulo para cavalos e gado que estava fechado há 72 anos.

“Estava tão abandonado, que um castanheiro com galhos enormes invadiu tudo o que hoje é a sala de estar”, lembra a proprietária. Somente ela, com a ajuda do construtor Antonio Peláez, conseguiu que, em apenas seis meses de trabalho, os castanheiros centenários sejam apenas uma bela vista das janelas de ferro e vidro que ela mesma projetou e que um ferreiro local executou. “Para esta casa, eu queria um ar moderno e leve, não queria uma típica casa de campo com vigas e cores escuras, estava procurando um interior mais fresco e moderno”, explica.

As vigas de castanheiro no térreo também são originais, foram preservadas por sua estética, pois as que realmente sustentam a laje no piso superior são as colunas e vigas de ferro. “O piso térreo também é um piso de castanheiro não tratado e polido”, explica a proprietária. As grandes janelas enchem a sala de jantar com luz e verde o tempo todo, combinando vime e cadeiras de madeira.

No corredor, foi feito um gabinete de ferro personalizado que permite a entrada de luz e dá um ar chique com efeito de estufa a toda a casa. Foi projetada uma escada caiada de branco com uma grade de ferro. A lareira de cimento também é design da proprietária.

O piso superior era o palheiro. As paredes foram deixadas sem tratamento. Pintadas de branco, são um cartão postal rústico. “No banheiro, eu decidi colocar a pia no meio, porque me pareceu muito melhor, era assim que as mesas de cabeceira costumavam ser”, explica a dona. O piso é de cimento pintado com tinta de barco e o teto bem isolado tem vigas de carvalho. As paredes são de pedra pintada diretamente, sem estuque ou outro tratamento qualquer.

Som de Years & Years – king

Restaurante Bee Duck


Assumindo um edifício tradicional, com terraço na cidade de Kaohsiung, Taiwan, o BEE DUCK é um novo restaurante que conjuga caprichosamente o lado industrial da era vitoriana através de uma estética steampunk. O estúdio local de design de interiores HAO Design aproveitou as idiossincrasias do edifício, uma planta estreita e alongada, construção de estrutura de aço e vários níveis de mezanino, criando uma sequência intrigante de espaços que implora para serem explorados. Componentes de ferro fundido recuperados e equipamentos industriais reaproveitados, combinados ecleticamente com mobiliário de época e uma coleção de retratos clássicos com patos antropomórficos, evocam um local retro-fantástico que impregna os clientes com admiração e prazer.

O principal desafio que os designers tiveram que enfrentar foi a falta de iluminação natural no coração do edifício devido à planta baixa da propriedade. A solução deles foi criar um pequeno átrio no coração do edifício, movendo a escada existente para trás,  uma intervenção complicada que também implicava elevar a altura de parte do edifício para acomodar a nova escada . O pequeno átrio não apenas permite que a luz natural flua para dentro da clarabóia acima e goteje até o térreo, mas também permite que os clientes apreciem o emaranhado brincalhão dos níveis de mezanino de todos os tipos de pontos de vista e ângulos de visão à medida que se movem ao redor do restaurante.

Aproveitando a construção da estrutura de aço do edifício de 40 anos, os designers imbuíram o interior com uma estética retro-industrial, expondo a estrutura de aço desgastada pelo tempo e usando aço em todo o interior, visto nas novas escadas e balaustradas, para os gradis de janelas de ferro fundido, vintage francês. Os cômodos da era industrial do século XIX são abundantes, com corrimões de latão ao redor do átrio, vidro estampado vintage nas fachadas e pisos pretos de cerâmica, além de uma rica coleção de luminárias sob medida feitas de componentes antigos. O foco principal é um grande lustre feito de vidro de laboratório antigo, prendedores de ferro enferrujado e rodas dentadas, e engrenagens vintage que poderiam muito bem ter saído de um livro de Jules Verne .

O borrão nostálgico da história e da ficção é ainda mais aprimorado por uma mistura de móveis clássicos com um polonês pré-industrial, espelhos emoldurados dourados e retratos de patos antropomórficos ilustres, sem mencionar as exibições com painéis de madeira de livros encadernados em couro e frascos antigos adornando a nova escadaria onde parece que os personagens de Arthur Conan Doyle se sentem em casa.

Som de Bronski Beat – Smalltown Boy (Arnaud Rebotini Remix)

 

Combinando o Guarda-Roupa !!


O tempo em casa pode ser uma boa para quem quer estudar um pouco mais o círculo cromático e aperfeiçoar seu gosto pessoal. Se por um lado estamos limitados a ficar em nossas casas, por outro não temos mais a desculpa de que a correria do dia a dia não permite parar para pensar em algo diferente e criativo. Mesmo que você use suas ideias mais adiante, vale a pena deixar algumas cartas na manga para quando precisar.

Com a chegada dos dias mais frios chegam também as peças adicionais que nos mantém mais aquecidos, aumentando as possibilidades de combinações para o outono/inverno. Embora muitos homens simplesmente não consigam sair do lugar comum, seja por receio ou preguiça, eu acredito que com o incentivo certo isso pode mudar, mesmo nessa fase em que vivemos.

Com fé que a reclusão vai acabar mais cedo ou mais tarde e ciente das ondas de frio que se aproximam, selecionei 14 combinações que vão te inspirar a repensar as suas roupas para este outono/inverno.

Som de Seal – Crazy

1 – Hortelã e canela

Canela e hortelã, parece uma seleção de sabores de chiclete mas não é. Raramente vemos estes dois tons específicos juntos, mas deu para notar que eles funcionam muito bem, não é? Isso por que são complementares, basta olhar o círculo cromático para comprovar. O sapato também poderia ser marrom ou vinho, mas eu acredito que este tom neutro claro deu mais leveza ao look. Experimente sobrepor a camisa com uma bomber da cor da bota

2 – Verde, preto e cinza

Usar duas cores neutras e adicionar outra mais marcante é um velho truque, mas que eu não me canso de indicar aqui. Com essa combinação de preto, cinza e verde oliva temos um variação mais invernal dessa fórmula que também funcionará com peças menos casuais que essas. Experimente trocar o colete por uma jaqueta puffer ou trocar o moletom por uma camisa de sarja preta.

3 – Off-white sobre marrom

Jaqueta off-white é um item que me atrai muito, mas geralmente a vemos acompanhada de peças marinho, cinza ou até vinho ( o que não é má ideia), contudo esse combo com o sweater marrom contrastando com os jeans de tom claro parecem criar um visual despojado e jovem, ideal para passeio.

Experimente usar um blazer claro no lugar da jaqueta e um jeans mais escuro, assim você tem um traje mais arrumadinho!

4 – Vermelho mescla e azul chambray

Uma cor forte pode deixar o homem um pouco inseguro, por outro lado pode ser a receita para um look cheio de personalidade e energia. Aqui a junção do vermelho com o azul, que não é nenhuma novidade, ganha reforço extra devido a textura do tricô e do tecido chambray, fazendo um visual ainda mais bacana e atraente para os olhos. Experimente trocar o jeans por uma chino marinho caso esteja achando que há textura demais no look.

5 – Dois tons de verde + cinza

Tom sobre tom é um recurso bacana na hora de montar seu outfit, consistindo, basicamente, em juntar duas peças de mesma cor e de tons diferentes, o problema é que a maioria dos homens fica na zona de segurança, ou seja, usando azul. Este grid é uma boa lembrança que uma calça neutra pode acompanhar um tom sobre tom usando qualquer matiz de sua preferência. Você pode usar tênis brancos no lugar da bota para um visual mais clean.

6 – Bege, violeta, azul e verde

Essa harmonia cromática é bem rara de ser vista e tem que ser explicada: pense no marinho como a cor principal, pegue as suas duas vizinhas pulando uma cor no círculo cromático (resultado: verde e violeta), distribua isso em peças que cubram o dorso (jaqueta/casaco e camisa/camiseta), para a calça continue usando o marinho/azul como referência e busque a cor complementar do outro lado do círculo, ou seja, o laranja. Você pode usar um cardigã no mesmo tom da jaqueta para uma composição mais básica.

7 – Do bege ao marrom

Em alta nos dois ou três últimos anos, tons como caramelo, bege, palha, marrom médio, ocre, mostarda e até mesmo o amarelo passaram a aparecer mais nas coleções masculinas. Como todas formam uma paleta muito aproximada, aproveite para usá-las em dupla ou até trio acompanhadas por um neutro (cinza médio, cinza claro ou branco). Experimente chutar o balde com uma calça marrom chocolate.

8 – Marrom sobre azul claro

Aqui temos novamente este tom quente de marrom, puxado para o canela, o melhor a fazer é contrastar com um tom de azul que te agrade. Este celeste lavado pareado com a calça clara deixa o combo leve e descontraído, criando uma paleta ideal para ocasiões casuais. Experimente adicionar uma malha (tricô ou moletom) no lugar da camiseta e usá-la por cima da camisa, deixando só um pedaço da camisa a mostra.

9 – Rosa, bege e cinza

O rosa já deu mais debate em outros tempos, acho que agora são poucos os que acham que homens não devem usá-lo. Este grid traz uma sugestão bem interessante, pois faz uso de tons suaves em um traje obviamente mais adequado para dias frios, mas não se assuste, a tendência tem sido mesmo deixar o inverno masculino menos sombrio, basta ter disposição para experimentar algo novo. Você pode trocar o cardigã por um sweater ponto meia (bem leve) nos dias não tão frios.

10 – Dois marrons diferentes

Um marrom mais vivo e outro mais opaco, para muita gente isso não funcionaria, não é o que vemos aqui e o jeans escuro só vem para deixar a receita mais interessante, num look meio lenhador meio urbano, ainda mais com a adição dessas botas incríveis. Experimente inverta os marrons, deixe o mais forte por fora em uma jaqueta de couro sobrepondo uma camisa em tom opaco.

11 – Marrom, azul e bege

Com o bege e o marrom contrastando com o azul (são complementares) fica fácil fazer esse traje parecer bacana, mas algumas escolhas aqui merecem destaque, como o belo tom da calça relacionado com a gravata e o sapato fazendo rima com a camisa. Um visual forte para quem gosta de atrair o olhar. Experimente colocar um tricô marrom de gola V no lugar do blazer para uma sexta-feira casual.

12 – Verde azul e bege

 

Nada de novo com a junção do azul marinho e do verde musgo, aliás sempre indiquei essa dupla mais de uma vez contudo, na minha opinião, a tacada de mestre deste combo está na escolha do calçado, não só por ser um tom de bege (areia?) que está em alta há tempos, mas por criar um ponto claro em um conjunto tão escuro. Você pode usar uma jaqueta trucker no lugar do blazer, mas mantenha a camurça como material e esse belo tom de verde.

13 – Amarelo e azul

As marcas estão tentando convencer o público masculino que o amarelo é uma possibilidade e esse look acima mostra que isso é verdade! Claro, se você não curte cores vibrantes dificilmente vai embarcar nessa, mas fica a sugestão de um visual contrastante, casual e moderno. Eu particularmente não gosto e acho que não tenho nenhuma roupa amarela.

14 – Verde e khaki

Não esqueci dos que gostam de algo mais discreto, mas com uma certa dose de criatividade nas cores. Neste caso temos duas cores com pegada militar sobrepostas, o khaki na overshirt/jaqueta e um verde militar meio lavado na camisa, os tons amenos ganham vida com a adição do jeans estonado claro e formam um outfit casual bem urbano e atemporal.

Experimente trocar a camisa por um moletom e fazer um visual ainda mais casual.

 

Stuart Haygarth


 

O artista britânico Stuart Haygarth é acima de tudo um contador de histórias. Sua prática gira em torno de objetos comuns ou descartados, que são diligentemente coletados, meticulosamente categorizados e habilmente montados em esculturas elaboradas que imbuem caprichosamente o banal e são negligenciadas com beleza e graça, transformando aleatoriedade e desperdício em ordem e simetria.

Para o artista, nenhum objeto é irrecuperável. Nas mãos de Haygarth, óculos de prescrição recuperados, espelhos quebrados dos visores de carros, figuras de cerâmica e equipamentos de laboratório tornam-se maravilhas esculturais de requinte elaborado.

Milhares de bugigangas compradas em lojas de bugigangas encontram nova vida como um disco voador iluminador ( UFO , 2009), frascos de vidro usados ​​são revividos como um lustre Art Deco ( Tools of the Trade , 2015) e montes de detritos plásticos que Haygarth encontrou sujos de terra durante uma caminhada costeira de 800 km no sul da Inglaterra são usadas para criar uma escultura suspensa de poder visual explosivo ( Strand , 2012). Peças como essas exemplificam o processo meticuloso de Haygarth e a criatividade ilimitada, mas também sublinham sua capacidade de construir narrativas sobre tempo, perda, abandono e modernidade, sustentadas por temas de redenção e transformação.

Som de Lighthouse Family – Ain’t No Sunshine

 

Ilha (2016)

Continuando com meu interesse em estatuetas de animais em cerâmica que embelezam muitas prateleiras e lareiras em casas residenciais em todo o mundo, Island é o lar confinado de uma coleção variada de pássaros exóticos e nativos. Seu habitat é restrito, mas eles vivem lado a lado e em harmonia, iluminados por uma luz suave e quente. Embora eles possam voar para longe, eles decidem ficar e morar juntos em sua ilha idílica privada.

 

Espetáculo Mk.2 (2014)

Esta edição mais recente é baseada na versão em camadas original de 2007, mas com dimensões diferentes. Outra pequena mudança é que o Mk.2 fica pendurado em uma plataforma circular de teto pintada de MDF que é instalada e nivelada no teto.

Chama (2013)

Este lustre específico foi encomendado por um cliente particular para uma casa em Cadaques, na costa espanhola da Costa Brava. O tema visual da casa era vagamente baseado em uma estética marroquina, com paredes de gesso, trabalhos em pedra e azulejos. O lustre deveria ser colocado sobre uma longa mesa de jantar criada a partir de uma única fatia retirada do tronco de uma árvore do norte da África. Usando vidro âmbar vintage cuidadosamente selecionado, com uma função de jantar, uma luz linear era composta refletindo a iluminação em cluster marroquina tradicional. Eu queria mostrar sentimentos da quente luz solar do Mediterrâneo. A composição do candelabro é baseada na forma tremeluzente de uma chama, com um corpo luminoso quente e denso emitindo raios de luz.

Jangada (2009)

Por que as pessoas colecionam figuras de animais em cerâmica e as colocam em um ambiente doméstico? A maioria das famílias parece ter pelo menos um animal de cerâmica exibido em uma prateleira ou armário, a maioria colocada em uma posição conveniente, com vista para uma janela. Contrariando a ideologia de Noé, decidi restringir minha coleção a duas espécies de animais. Eles se tornaram as criaturas domésticas mais populares e difundidas, gatos e cães. Temos um relacionamento próximo com esses animais, a ponto de os próprios seres humanos serem definidos como sendo uma ‘pessoa gato’ ou uma ‘pessoa cachorro’, dependendo de sua personalidade. Com isso em mente, eu queria incorporar essas figuras em um objeto muito doméstico, a luminária padrão. O resultado é uma jangada como a base que abriga as muitas raças, com uma luz celestial difusa quente caindo sobre elas. Vendo os grupos de animais em massa, descobrimos os caracteres idiossincráticos, personalidades e expressões de cada animal. Cada jangada se torna um pacote harmonioso à deriva em uma aventura desconhecida.

 

Iglu (2011)

Os produtos de vidro Tiffany são comumente associados a peças de iluminação, principalmente candeeiros de mesa e luminárias de teto com intrincados tons decorativos em forma de cúpula. Usando isso como ponto de partida, decidi criar um trabalho que incorporasse a iluminação para acentuar e celebrar a qualidade translúcida do vidro. A natureza e os três elementos Água, Ar e Fogo tiveram fortes influências nos desenhos da Tiffany e, por isso, quis referenciar esse aspecto em meu trabalho. Fiquei atraído pelo onipresente cristal de vidro pressionado que é exibido em muitos lares do Reino Unido. Este vidro é fortemente texturizado com ângulos e cortes que lembram cristais de gelo. O resultado é um iglu em forma de cúpula, construído a partir de camadas de vidro doméstico de cristal claro, suavemente iluminado a partir da base.

Maré (2011)

Baseado na maré original de 2005, esta peça é criada totalmente a partir de plástico transparente incolor coletado nas praias do Reino Unido. Os objetos de plástico são transformados cosmeticamente em elementos de vidro jateado, produzidos pela natureza abrasiva da água e areia do mar. Cada elemento individual é diferente em sua forma, mas eles se unem para produzir uma esfera perfeita. A esfera evoca a forma da lua cuja força criou a maré que lavou esses itens em terra. Essa exibição esférica de objetos pode ser vista como uma celebração da fabricação moderna ou uma exibição negativa de resíduos descartados descuidadamente no mar. Ambas as interpretações têm um vínculo com o comportamento humano.

Presente (2007)

Junto com outros designers e artistas internacionais, fui convidado pela Vogue Nippon para projetar uma luz noturna infantil. Os projetos foram leiloados e os recursos doados ao UNICEF. A luz é baseada nas onipresentes cápsulas de plástico redondas (contendo pequenos presentes) encontradas nas máquinas de venda automática. As máquinas visam e motivam as crianças a colocar dinheiro na máquina e em troca, recebem um presente aleatório. Há um elemento de surpresa e sorte envolvido, porque não se sabe qual cápsula cairá no dispensador. O design é uma versão dramaticamente ampliada de uma cápsula e contém uma variedade de esferas transparentes, cada uma contendo um presente mágico de plástico transparente.

OVNI (2009)

Encomendado pela Cibone Gallery em Tóquio, os arquitetos e proprietários deste restaurante japonês contemporâneo queriam um recurso de luz em grande escala que contrasta com o interior e o design japoneses mais clássicos. Utilizando milhares de objetos plásticos translúcidos e transparentes coloridos, adquiridos principalmente em lojas de bugigangas em Londres, um arquivo de objetos kitsch produzidos de forma barata é transportado e reunido para formar um disco voador de ‘Objetos Voadores Não Identificados’.

Marca da Maré (2004)

O Tide Mark é criado a partir de um estoque de objetos feitos pelo homem coletados ao longo de vários anos em um trecho específico da costa em Dungeneess, em Kent. Meu caminho a pé sempre foi ao longo da marca da maré, que é uma linha visível de algas marinhas misturada com flotsam e jetsam. Eu estava particularmente interessado em saber como a cor e a aparência originais dos objetos haviam se transformado ao longo de meses no ambiente hostil do mar. Esses objetos fabricados estavam no final de seu ciclo de vida, desgastados, e sem utilidade ou função. Os elementos foram cuidadosamente categorizados por cores para formar uma linha de objetos com 6 metros de comprimento. Começando com objetos brancos e terminando com preto, é produzida uma espécie de marca de maré através do espectro de cores. As coleções foram documentadas fotograficamente individualmente e depois compostas para criar uma linha.

Um Paraíso em Seattle !!


Escondida na beira de uma encosta densamente arborizada na Ilha Whidbey, uma ilha pitoresca a uma hora de carro ao norte de Seattle, no Noroeste do Pacífico, lugar de uma mistura de artistas, artesãos, agricultores e capitães do mar, a Whidbey Farm foi concebida como um refúgio natural para uma família multigeracional. Com vista para fazendas pastorais, um lago de pesca e um celeiro da virada do século, o arquiteto aproveitou sua localização cênica para mergulhar a casa na paisagem de uma maneira discreta que “honra tanto a atemporalidade da floresta quanto herança agrícola do local ”. Uma paleta de materiais locais, duráveis ​​e acabamentos naturais, combinados com a frase modernista do menos é mais, imbui sutilmente a casa com uma estética rústica que, no entanto, parece contemporânea.

A pedido do proprietário, foi tomado muito cuidado para preservar os grandes abetos no local, de modo que a casa deslizasse entre eles, ao envolver uma modesta clareira na borda da floresta. Definida livremente por um muro de pedra baixo de origem local, a clareira foi sutilmente transformada em um pátio natural cheio de arbustos e samambaias nativos e permeado por caminhos . Construída em torno do pátio, a casa consiste em dois volumes retilíneos de tamanho modesto que separam as áreas de estar dos aposentos privados e um terceiro volume que funciona como uma casa de hóspedes. Canalizando o minimalismo discreto da Glass House de Philip Johnson e a intimidade com a natureza de Frank Lloyd Wright, na casa Fallingwater, os volumes de cedro vermelho e de vidro combinam-se harmoniosamente com o terreno natural, trazendo a beleza da paisagem para dentro.

Centralizada em duas ilhas de cozinha, a área de estar e jantar em plano aberto se abre perfeitamente para um terraço com deck. A suavidade natural do teto de cedro vermelho, armários personalizados de teca e aletas de janela de carvalho é justaposta à lareira de pedra robusta e bancadas em granito preto texturizado, enquanto o piso de concreto liso preenche o natural e o artificial. A paleta de materiais reflete a beleza natural dos arredores, que a família pode desfrutar através dos vidros do chão ao teto, que oferecem vistas deslumbrantes da floresta e das terras agrícolas. Não podemos deixar de imaginar a felicidade relaxante de cozinhar uma refeição em família em meio a pinheiros balançando ao vento e o gado pastando no prado abaixo.

Uma paleta semelhante de madeiras suaves, piso de concreto quente e texturas de gesso é usada nas áreas privativas da casa. Apesar da decoração minimalista, a casa foi projetada com a família em mente, com várias portas e arte nas paredes esculpidas pelo patriarca da família décadas atrás, quando jovem médico, preenchendo seu tempo entre os pacientes. As peças instilam uma conexão significativa entre o passado e o presente da família, além de encapsular seu relacionamento duradouro com o local.

De todas as diferentes visões que a casa oferece, talvez a mais imersiva seja a da pequena fogueira escondida na encosta logo abaixo do prédio, na beira do prado. Pegar o pôr do sol sobre a propriedade enquanto você se senta ao redor da lareira com um copo de vinho pode ser a experiência mais relaxante que podemos imaginar em tempos difíceis de pandemia.

Som deliciosamente triste de Michael Kiwanuka – Cold Little Heart.

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