Jogger


Muito em evidência nos últimos meses, a calça jogger masculina nada mais é do que sua boa e velha calça de moletom que ganhou uma releitura menos esportiva, mantendo o ar casual, mas com uma pegada mais versátil e arrumadinha, não que o moletom tenha deixado de ser sua matéria prima, entretanto agora ele divide espaço com a sarja, o algodão, jeans, lã e até algumas fibras sintéticas e tecnológicas. O que mais chama a atenção são os punhos com elástico nas barras ligeiramente mais curtas do que nas calças convencionais, o que acentua o caráter completamente casual da peça. Porém outros elementos podem ser observados, sem contudo serem obrigatórios, como os bolsos faca e a cintura ajustada por um cordão ou elásticos.

As modelagens geralmente são confortáveis, com espaço para movimentação das pernas, mas não é difícil encontrar joggers skinny ou slim fit com elastano mesclado ao algodão do tecido para deixá-lo maleável e liberar os movimentos. Também se veem muitas calças jogger com corte “cenoura”, ou seja, folgadas da cintura até o joelho e justas no restante da perna ou ainda mais largas em cima e com gancho baixo no modelo “saruel”.

É comum encontrar joggers em cores neutras básicas como bege, gelo, cinza mescla, marinho marrom e castor, assim como em cores invernais que englobam o vinho, uva, verde oliva e petróleo, e tons vibrantes mais comuns no verão onde aparecem o vermelho vivo, azul celeste e laranja como exemplos. As estampas populares ficam por conta das camufladas, folhagens em “tom sur tom” e até pequenos desenhos como a silhueta de pássaros, cavalos e cães em fundo escuro.  Você também verá joggers com bolsos estilo cargo, five pockets (como nos jeans tradicionais) e detalhes que lembram as calças biker como os reforços no joelho, por exemplo.

Por ser uma roupa claramente casual com cara de fim de semana a calça jogger masculina fica ótima com peças simples na parte de cima e podemos incluir aí camisetas básicas, camisas casuais de algodão, moletons clássicos e polos discretas.

Nos pés as opções só não permitem sapatos sociais, pois destoariam do estilo da jogger, mas por outro lado temos uma boa parceria entre a peça e tênis de cano alto, baixo, esportivos, casuais, de lona, de couro e de nylon, tanto quanto calçados mais pesados como desert boots, work boots e até coturnos. No caso dos tênis o mais aconselhável é optar pelo uso sem meia, entretanto há quem use-as, aproveitando um par listrado bem colorido e divertido. Para as botas o ideal é que o elástico se esconda dentro do cano ou, pelo menos, não deixa as canelas a mostra.

Como já disse trata-se de uma indumentária muito descontraída e pouco indicada para ambiente de trabalho ou alguma ocasião mais séria e formal, por outro lado é uma ótima escolha para passeios ao ar livre, uma volta no shopping ou uma ida a uma lanchonete ou barzinho, principalmente durante o dia.

Para passeios diurnos no parque ou uma ida á academia a jogger é uma ótima opção. No segundo caso você não vai usá-la para fazer exercícios, mas ela cumpre bem o papel se você não quer sair na rua com a mesma roupa que usa para malhar e prefere se trocar antes. Misturar elementos esportivos com a camisa um pouco mais alinhada é plenamente possível, já que a calça acaba fazendo o meio de campo com seu estilo entre a chino e o moletom. Usar uma única cor e variar os tons também ajuda muito, pois evita que o look fique muito chamativo.

Quem quer algo completamente casual e esportivo pode optar pelo modelo em moletom cinza mescla com suéter ou tricô e tênis esportivo com apelo retrô, é só tomar cuidado com os locais que vai frequentar com esse traje.

A descontraída calça jogger dá espaço para liberar a criatividade no que diz respeito a acessórios. Suspensórios propositalmente caídos, um boné estampado e algumas pulseiras podem ser incorporados ao look básico com camiseta e tênis slip on.

Para meia estação sobreponha a camiseta com uma jaqueta de jeans, sarja ou mesmo nylon e se ela tiver algum detalhe que chame atenção, mas não seja espalhafatoso, melhor, o look permite algumas liberdades. A mesma regra vale para o sneaker com cores fortes. Você deve estar em dúvida sobre as regras para o uso de meias. Bem, saiba que aqui não tem muita regra. Você pode querer alongar o cano do tênis, aí basta escolher meias na mesma cor do calçado, ou então deixá-las a mostra, mas com descrição, neste caso pode escolher uma cor similar a da calça ou usar algo bem neutro como cinza mescla, só evite as brancas, sempre!!!!

Não podia faltar um exemplo que é a bola da vez, o tênis baixo branco, aparecendo em um visual tão simples que nem dá chance para muitos comentários a não ser sobre a camisa sobreposta, pois vale usá-la assim, aberta e com as mangas casualmente dobradas, tem tudo a ver com a vibe desse visual.

Como a peça anda ganhando espaço no guarda roupa masculino, e isso não é tão recente, há pelo menos um ano ele vem surgindo como opção casual, já é possível encontrá-la em lojas de moda jovem que investem pesado em tendências atuais como a Forever 21, Cotton On e Zara entre outras.

Cuidado com o caimento, se você tem pernas grossas talvez não seja boa ideia comprar um modelo muito justo ou com bolsos volumosos.

Baixinhos e gordinhos devem evitar as cargo e tentar usar o máximo de itens com cores próximas no look, assim o efeito de alongamento da silhueta deixa o resultado mais elegante. Ex: calça marinho com camiseta azul escuro;

Se optar por um modelo skinny verifique se há elastano na composição do tecido, a fibra permite maior liberdade de movimentos;

Se vai comprar seu primeiro modelo desse tipo é melhor eleger uma cor neutra e discreta, assim fica mais fácil de combinar e você vai sentir-se mais seguro para usar a peça.

Som de Paul McCartney – Little Lamb Dragonfly

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Um Loft Industrial em NYC !!!!!!


Este loft em Nova York é da época pré guerra e concebido como uma caixa misteriosa, com divisórias removíveis e salas multifuncionais que maximizam a luz e o espaço. Entrando no apartamento diretamente do elevador do edifício é como entrar em uma câmera, com toda a sua exposição panorâmica e vistas para o New Yorker hotel e para o Rio Hudson. O Apartamento tem 420 metros quadrados e está situado em um edifício Art Deco de 12 andares localizado no Garment District da cidade, uma área de antigas fábricas que agora comporta um enorme centro de compras.

As velhas janelas de aço industriais são reproduções das originais, mas com tecnologia super moderna, o teto é todo original, com seus tubos e dutos aparentes, e o piso de concreto polido foi restaurado mas é também o original. O mobiliário tem um estilo mais rustico e as madeiras são em tom de noz queimada. Na área de refeições o grande armário, como uma verdadeira caixa central, foi completamente pintado em laca preta, para dar um toque mais moderno e suavizar o estilo industrial. Passagens generosas envolvem esta grande caixa preta deixando entrar a luz natural. Neste maravilhoso projeto várias portas e divisórias de vidro são móveis criando espaços versáteis. Tudo neste loft pode ser escondido ou mostrado á vontade, e a maioria dos espaços possuem várias funções.

A sala é bem aconchegante com painéis de madeira de nogueira, um sofá feito sob medida e uma lareira moderna, integrada no chão, que serve também para separa-la da sala de jantar. Acima da lareira um involucro flutuante montado no teto, que incorpora uma TV em ambos os lados. Os Painéis de madeira escondem uma cama retrátil e a privacidade se dá através de portas em ambos os lados da lareira, permitindo com que o espaço funcione como um terceiro quarto. O terraço de 47 metros quadrados é virado para o sul e tem uma vista magnífica.

Dentro da grande “caixa preta” ficam a cozinha e os banheiros, as áreas de estar ficam em torno dela, já os quartos ficam separados em outra área. Um dos quartos possui um projetor de teto com uma tela automática para que possa fazer as vezes de uma sala de mídia. A iluminação, audiovisual e janelas são todos controlados através de sistemas centralizados em um smartphone ou tablet.

Som do filme The Piano – Michael Nyman

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Mocassim / Loafer !!!!!!


 

 

Este estilo de sapato, mocassim ou também conhecido como Penny Loafers tem uma história antiga. Tudo começou em 1876, quando George Henry Bass colocou o seu próprio nome na sua empresa de calçados, a então G.H.Bass. Ele foi originalmente chamado EP Packard & Co, George trabalhou lá até se tornar o dono e rebatizou o negócio. O nome loafer  foi criado alguns anos mais tarde. Quando seus sapatos tiverem sido usados pela maior estrela de todos os tempos você sabe que está no caminho certo. Michael Jackson usou um par de sapatos GH Bass em pontos importantes de sua carreira. Podemos vê-lo com  um par de mocassins no vídeo da música Thriller com meias brancas, mas isto vale apenas para artistas, que fique bem claro (meias brancas).

Há muitas versões em torno da origem do nome mocassin, (penny loafers) a mais influente é a de que as pessoas costumavam colocar um centavo (penny) em seus sapatos, como forma de pagamento para que fossem engraxados. Este modelo de sapato foi uma versão de um design norueguês clássico usado pelos pescadores, pois era facilmente calçado e descalçado. Originalmente a GH Bass não tinha certeza de que seria bem sucedida, mas seu esforço foi recompensado quando um século depois, eles ainda estão presentes no mundo todo.

Um enorme benefício para um par de mocassins é a forma como eles são práticos! Por e tirar do pé é muito fácil, eles são muitas vezes considerados como um sapato de verão, e o fato deles serem usados geralmente sem meias faz com que seja difícil usa-los no inverno, mas nada aqui é proibido. Não há nenhuma razão para que você não possa usar um par de mocassins com meias, se  Steve McQueen usava então é definitivamente ok para nós! Eles podem ser usados perfeitamente com terno ou chinos https://nunomalmeida.wordpress.com/2016/01/14/a-calca-chino/

Os mocassins originais não vinham na cor preta , mas, eventualmente, quando as pessoas queriam algo casual, que você pudesse ser usado com um terno,  criou-se o mocassim preto. No entanto o castanho é a cor do loafer original, perfeito para qualquer look casual, você pode combiná-los com a maioria das roupas de trabalho, shorts no verão ou um par de chinos com a barra dobrada. Qualquer sapato marrom funciona para ocasiões casuais e você pode melhorar adicionando um blazer com uma camisa branca simples. As cores indicadas são então preto, castanho ou um tom de vinho escuro, passando pelos mesmos tons em camurça, lembrando sempre que o couro é mais resistente ao tempo e chuva.

Som de Enigma – Sadeness

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Casa de Artista !!!


Um olhar exclusivo sobre esta casa mágica de Theadora Van Runkle em Legendary Laurel Canyon. Na semana passada, ela foi discretamente colocada à venda. Theadora foi a figurinista do filme Bonnie & Clyde, bem como The Godfather II, Bullitt,  New York New York, The Thomas Crown Affair (o original), e Myra Breckinridge entre muitos outros. Ela foi indicada várias vezes ao Oscar e é uma das figurinistas de Hollywood mais admiradas e influentes com uma carreira de mais de três décadas.

Desde 1962, Theadora viveu nesta casa, em uma encosta de montanha, que ela transformou em um refúgio ensolarado, com um estúdio arejado, terraços, e um ultra-privado jardim perfumado com lírios. A casa tem paredes, tetos e piso pintados de branco, e ainda mantem em  perfeitas condições a coleção de sua vida de retratos, porcelana francesa, têxteis turcos antigos, e pinturas de inspiração pré-rafaelita.

Donos de antiquários apareciam frequentemente para entregar uma cadeira, um tapete, armário ou pacotes de antigas sedas bordadas e lençóis, que a proprietária, falecida em 2011 tinha adquirido. Eles ainda enfeitam estes quartos. Sábados eram frequentemente gastos rondando as lojas de antiguidades e livrarias velhas empoeiradas em cada bloco de West Hollywood. De tarde os amigos se reuniam no jardim fantástico e ficavam desenhando esboços, ou participando de intermináveis conversas até o fim do dia.

No estúdio ensolarado (um antigo tanque de água), a proprietária trabalhava nos seus figurinos, na sala de jantar,  artistas, assistentes de figurino e amigos compartilhavam da mais esplêndida cozinha marroquina, e de sumptuosos bolos. Em seu quarto, uma cama vitoriana (que dizem ter vindo de uma versão de Wuthering Heights) , onde ela lia e entretinha amigos, enquanto esboçava alguma coisa.

O jardim (muito bem mantido por seu filho, Max Van Runkle, que nutria cada planta) enquadra a casa. É um paraíso particular e muito tranquilo.
Theadora era um fã de quartos cheios de pinturas e livros, adorada louças caras assim como verdadeiras pechinchas  e conseguia fazer esta mistura com excentricidade e elegância clássica do passado. Ela passou muito tempo em sets de filmagem, trabalhando com grandes designers de produção, como Dean Tavoularis (The Godfather) e ela tem a capacidade de conhecer qualquer estilo inglês, desde o Vitoriano até o Country , criando interiores cheios de conforto e charme, totalmente atmosféricos e mágicos, evocando um passado imaginário, é uma casa que reflete a sensibilidade romântica de Theadora, e é sobre a captura do passado com um sentido de magia, e com um grande senso de poesia.
Arejada e bem iluminada, transcendendo o tempo e espaço, os espaços interiores parecem informais e descontraídos, mas cada detalhe, pitada de tinta e polegada de tecido foi completamente pensado. O efeito é ao mesmo tempo um retrato de Theadora, um auto-retrato, realmente!!!!!!!
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Uma Casa em Sidney


A minha eterna perseguição por casas e seus interiores me leva sempre para residências de pessoas desconhecidas para mim, neste post o proprietário continua sendo para mim um desconhecido, mas com uma estranha sensação de que já o conheço, talvez pelo estilo de decoração desta casa. Vamos entrar na residência Surry Hills, cujo proprietário, Neale Whitaker é o diretor chefe da revista Vogue Living, e anteriormente, editor da revista Belle magazine, considerada a bíblia dos designers. Uma casa elegante de dois quartos e um terraço maravilhoso, cheia de livros e obras de arte. O lugar? Sidney !!!

O terraço se estende pelos três pisos, e a cozinha em plano aberto e sala de estar dão para um pátio traseiro de sonhos, com um deck. Há também uma sala de jantar e de estar separada e uma marquise central que se abre para um átrio. Todas as lareiras são originais em toda a casa, incluindo a do quarto principal, que também dispõe de armazenamento embutido e uma varanda privada.

O que faz da casa um lar? “Casa significa camadas de memórias e experiências. Meu parceiro e eu não compartilhamos uma casa repleta dos mais recentes móveis de design. Para ser honesto, eu acho que nós não temos uma só peça que já foi mostrada em Milão! Em vez disso, temos uma casa rica com as coisas que são importantes para nós. Nossa casa é um resumo das vidas que vivemos e estamos vivendo agora. Talvez por isso mesmo eu tenha me identificado com esta casa, também gosto de mistura de estilos, também gosto de recordações e móveis herdados de família, e assim como eles detesto iluminação muito clara de teto, prefiro as luzes indiretas de pequenos abat jours espalhados pela casa, o ambiente fica muito mais intimista e acolhedor. Não é a toa que os nossos amigos chamam a nossa casa de casa das luminárias, ela está aqui no blog se quiserem dar uma espiadinha  cliquem aqui, https://nunomalmeida.wordpress.com/2014/12/13/pequena-casa-grande-familia-2/

Som de George Michael – Cowboys and Angels

 

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Uma Antiga Fundição !!!!


Com vontade de que chegue o tempo de cobertores, mantas e chocolate quente? Então esta casa cheia de personalidade é o lugar ideal para decoração de inverno, e aconchego em dias de frio. Quando encontrei esta casa, uma antiga fundição, foi amor à primeira vista. A construção é de 1861, mas ela foi reconstruída em 1903, o que contribuiu para a história da mineração de ferro na Suécia, e foi convertida em uma casa residencial cheia de charme. Um lugar único e especial que vocês vão conhecer. Com 160 m²  distribuídos em cinco cômodos, todo interior apresenta uma reminiscência de uma casa de campo com pitadas de vários estilos. A área do moinho ao longo do rio, e as ruínas ao redor da fundição são ambientes projetados para o relaxamento, e são um dos pontos fortes deste retiro.  Com pisos de madeira maravilhosos tratados com óleo, o calor é reforçado através dos detalhes de decoração e arquitetura, como tijolo, paredes de pedra e cercas de carpintaria. A altura total do telhado não é nada mais nada menos que 16 metros!, o que dá muita luminosidade aos ambientes, e três níveis.

Com altura tripla e conceito de espaço aberto, o resultado parece um sótão rústico com detalhes industriais, como elementos de aço inoxidável , lareira de ferro fundido, passarelas e escadas. A cozinha é uma das áreas que eu mais gosto, com maravilhosas prateleiras em concreto, ilha central, e paredes de pedra e aço. O acesso a esta casa se faz por grandes portas industriais com um pátio exterior, destacando as grandes janelas que deixam entrar a luz natural de uma forma perfeita. O piso do andar térreo é de pedra e madeira, dividido em zonas e criando assim uma maior sensação de espaço. As escadas são verdadeiras obras de arte, com corrimões de ferro forjado. O quarto principal fica no terceiro nível, ainda com vestígios do antigo forno de fundição que anteriormente ocupava a maior parte desta casa, mas que foi demolido na reforma. No segundo nível, uma varanda com uma visão incrível do interior e espaços da casa, iluminação, móveis rústicos e um espaço de lazer, combinando sala de televisão e área de trabalho. Um banheiro com lavabo duplo e uma banheira com janelas que dão para o jardim está localizado neste mesmo nível, oferecendo um convite para um perfeito relaxamento. No terceiro nível, uma porta frontal com uma pequena ponte que leva ao jardim impressionante.

Som de Cat Stevens – How Can I Tell You

 

 

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Uma Casa Restaurada !!!!!!


Eles procuravam um lugar para reunir a família numerosa, e se depararam com esta casa bem antiga e em péssimo estado, que uma vez restaurada transformou-se em um lugar acolhedor e bastante confortável.

No final do século XIX, o dia a dia desta casa tinha pouco a ver com a vida de hoje. “É uma grande casa, de antigos indígenas das Astúrias, construída há mais de 150 anos. Sobreviveu a várias décadas de esplendor, até que foi abandonada e assim permaneceu por um longo período de tempo, sendo esquecida e deixada em ruínas”. A alguns anos atrás os atuais proprietários procuravam uma casa que fosse grande o suficiente para reunir toda a  família durante a temporada de verão. Queriam uma construção antiga, com um certo caráter e história. Quando encontraram este lugar, foi paixão á primeira vista. No topo de uma pequena colina, cercada por belas montanhas e exuberantes prados verdes, a casa estava em um estado lastimável, mas ambos acreditaram no enorme potencial que ela tinha.

Assim começaram os trabalhos, com a ajuda da designer de interiores Isabel López-Quesada e da arquiteta Marta Marin. “O edifício faz parte do patrimônio histórico, por isso, tivemos que manter ao máximo a sua aparência externa.”  No entanto, a parte interna tinha que ser completamente refeita, embora com materiais ou reproduções recuperadas respeitando o espírito da época. Além disso, houve uma mudança nos cômodos. Na casa original, os estábulos e armazéns ficavam no piso térreo, e no primeiro andar viviam os proprietários. Nesta reforma o piso térreo recebe a sala principal e todos os quartos ficam no primeiro andar. Para isso foram abertos espaços para portas e janelas, deixando entrar a luz natural e a paisagem deslumbrante na grande sala, sala de jantar e cozinha, onde esta família passa a maior parte do tempo.

Do jardim, com suas imponentes tílias e magnólias, entramos em um vestíbulo, dividido em dois por uma divisória de vidro, um quebra-vento. ” A zona externa é o primeiro corredor, onde trocamos os sapatos em dias de chuva, muito frequentes por aqui.” Após os painéis de vidro estão localizadas a área de boas vindas e a sala principal, com um sofá e uma lareira. ” Atravessamos depois uma pequena galeria que destaca a pedra cinzenta calçada com blocos de mármore branco, e chegamos ao quarto principal da casa, a sala de estar, dividida em duas salas. Uma para os meses frios, diante de uma lareira francesa de pedra do século XVIII. A outra, liderada por um belo armário de madeira branca, uma antiga farmácia. A sala de estar tem vista para as três fachadas, e a seqüência de janelas é como uma pequena coleção de cartões postais. A sala de jantar tem um papel de parede pintado á mão com imagens de árvores e pássaros que trazem o jardim para dentro de casa. A cozinha recria a atmosfera das antigos cozinhas rústicas, mas com tecnologia e conveniências modernas. O piso é de pedra, móveis de madeira laqueada com molduras, a pia de mármore e utensílios pendurados coexistem com modernos eletrodomésticos e uma ilha de trabalho prática, com uma poderosa capa com viseira de vidro.

Uma escadaria de madeira elegante desenhada por Isabel López-Quesada leva ao andar superior, onde ficam os quartos. O quarto do casal é uma suíte com a estrutura de “boudoir.” Um primeiro espaço funcional com closet e uma pequena sala, com o banheiro de um lado e o quarto no outro. “É como um pequeno apartamento,” diz o proprietário.Uma vez concluída a estrutura da casa, era a vez dos detalhes, minuciosamente escolhidos para complementar a decoração e dar a esta casa uma nova vida.

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