Stairway to Heaven


Fachada do prédio Edison, onde está localizado o apartamento, é um dos edifícios típicos do final do século XIX de NYC e foi usado como uma estação de energia antes de ser abandonado.

 

O estilo loft, com tendência industrial reina em todos os lugares na casa do cineasta Marcus Nispel, uma casa de três pisos, com jardim e um grande terraço, onde as paredes de tijolo e mobiliário industrial preenchem os espaços. Tetos altos revelam as vigas originais, combinados com tetos mais baixos em áreas como a cozinha ou quarto. Pisos de madeira escura no primeiro andar onde está localizada a sala principal, com acesso, através de uma enorme janela para o terraço, onde se pode desfrutar de uma boa leitura no fim da tarde entre as pequenas árvores que dividem este espaço com o resto do Soho de Nova York .

Todos os pisos desta antiga fábrica estão cheios de itens, objetos recuperados e adquiridos em casas de leilão e móveis antigos de diferentes procedências. Podemos ver móveis de madeira industrial e cadeiras vintage. Tudo combinando perfeitamente com madeira e metal, com prioridade para a cor branca em paredes, tetos e na maioria dos tecidos utilizados. Espaços abertos criam um ambiente industrial, mas em vez de ser frio, torna-se uma casa aconchegante, perfeita para viver em Nova York. Mas talvez o mais curioso de toda a casa deste grande diretor é a piscina, localizada estrategicamente no interior da casa, de onde se pode ver a biblioteca, enquanto se desfruta de um relaxante banho.

A sala de estar no andar de cima, muito menor e mais íntima, com acesso direto ao terraço.

 

Sofás antigos de couro adquiridos em diferentes países, foram espalhados pela sala, dando um espírito retrô e acolhedor.

 

Uma pequena área para refeições é composta por uma mesa de ferro e cadeiras muito velhas, com a pátina do tempo. Os proprietários usam muito este espaço para pequenas refeições.

 

Puro design !!!!!!! Cadeira de Frank Gehry , e lâmpada de Noguchi.

 

Canto da sala de estar localizada no segundo andar, a lareira é de um antigo castelo francês, e foi  completamente restaurada.

 

Para esta sala de estar, com mais de dez metros de altura,  foram escolhidos grandes sofás brancos. A luminária de chão veio de um navio afundado no rio Hudson .

 

A altura do estúdio do proprietário, mais de sete metros, exigiu móveis altos. A mesa principal veio de um convento e o móvel arquivo, de  uma estação de correios. As luminárias são de um filme produzido pelo proprietário.

 

Uma grande janela comunica visualmente a piscina coberta e estúdio, ambos localizados no primeiro andar.

 

Canto da biblioteca em frente à janela redonda. Os móveis foram adquiridos no mercado de pulgas em Paris.

 

A antiga porta da garagem com grafite, faz as vezes de um quadro na sala de estar.  A mesa de chapa de metal faz companhia aos  banquinhos forrados em tecido felpudo.

 

No corredor, um grande espelho reflete a escadaria central junto a um sofá original.

 

Sobre os enormes pés da mesa de jantar, foi colocada uma tábua maciça de madeira de demolição.

 

Vista do segundo andar partindo da biblioteca. Ao fundo, a sala de estar, no centro, cozinha com alta tecnologia , mobiliário em aço inox e ferro fundido.

 

Como se fosse a cozinha de um restaurante é bem espaçosa e muito profissional. A ilha central é em madeira e aço.

 

Deste angulo da cozinha, podemos apreciar a escada em ferro.

 

Com uma enorme parede de tijolos atrás, a sala de jantar tem cadeiras de couro antigas e uma mesa de pés gigantes.

 

Desta área, localizada acima da cozinha e biblioteca, uma escada leva para os quartos. A parede de tijolos expõe o espírito industrial deste antigo edifício.

 

Da janela do segundo andar, podemos ver o Corner,  famoso restaurante mexicano e ponto de encontro de celebridades e pessoas bonitas de NYC.

 

No estúdio, uma placa de parede de uma estação de serviço americano.

 

A escadaria central que começa a partir do corredor é a coluna vertebral  deste edifício recuperado.

 

Um dos quartos tem uma janela no teto e pequenas estrelas na parede pintada de azul. Um sonho!

 

Uma fotografia da esposa de Nispel, em preto e branco no quarto principal . Aqui, as paredes são pintadas de branco, excepto na área da fachada que mantém o tijolo.

 

Objetos comprados em casas de leilão decoram toda a parede em frente da cama.

 

Área da sala de estar no terceiro andar, com vista para o grande salão. As portas da sacada servem para isolar a parte íntima.

 

No banheiro, uma pia antiga comprada na Itália e suporte de uma mesa rústica.

 

A mesa no terraço permite fazer piqueniques com excelentes vistas para o Soho, em Nova York.

 

Nispel é amante da água, ele foi claro quando quis uma piscina interior, onde pode relaxar durante todo o dia, com um longo banho.

 

Em frente à porta de entrada, uma enorme janela feita na parede revelando o fundo de uma piscina, como se fosse  um aquário. O efeito é de uma grande foto pendurada na parede.

 

A escadaria logo abaixo de uma clarabóia, a parede é decorada com tubos de cobre antigos, que aumentam o efeito industrial, e um pôster do filme Blow-up de Antonioni, “o meu favorito , ” diz Nispel.

 

O terraço está localizado acima do enorme salão. Para o piso escolheu-se um tablado de madeira e placas de aço, como as do metro de NY, com telhas de vidro que permitem a entrada de luz natural na sala de estar. Glicínias sobem  através de uma pérgula de ferro.

 

 

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com

 

Usando Chapéu !!!


dc4516a4b2e8991d2c64586264f8388a

 

Um acessório pouco explorado pelo homem brasileiro que foi excluindo a peça de seu guarda roupa nas últimas 5 ou 6 décadas, o chapéu tem um papel importante não só na proteção contra o sol, frio e chuva, mas também como complemento da indumentária masculina.

Servia como fator de distinção de classes na sociedade, com o tempo caiu em desuso, mas agora volta como uma das grandes apostas de grifes nacionais e internacionais.
A palavra provém do latim antigo “cappa”, “capucho” que significa peça usada para cobrir a cabeça. Os primeiros modelos surgiram por volta do ano 2.000 a.C.. Tratava-se de um chapéu de copa baixa e abas largas que os gregos usavam em suas viagens como uma forma de proteção.
Era um tipo prático, ajustável, podendo ser retirado com facilidade. Ele foi usado na Europa por toda a Idade Média. Na Antiga Roma, por volta do ano 1.000 a.C., os escravos eram proibidos de usar chapéus e por isso, quando eram libertados passavam a adotar o barrete, um boné em forma de cone, com a ponta caída para um lado, em sinal de liberdade.
Este tipo foi revivido durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII, chamado de “bonnet rouge” e se tornou um símbolo do partido republicano durante a República.
Mas foi depois da Renascença, nos séculos XIV-XVI, que os chapéus masculinos adquiriram diversos formatos, sendo ricamente enfeitados, e usados pelos homens poderosos. Data desta época o aparecimento das boinas, na Itália, constituídas de uma peça circular de tecido franzido nas laterais, contendo uma faixa por onde passava um cordão ajustável. Também durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando as vestimentas foram influenciadas de modo a torná-las mais simples, surgiram os chapéus de copa alta de formato côncavo, que se desenvolveram até darem origem às cartolas. E assim, até os anos 50, nenhum homem elegante saia de casa sem chapéu, mas com o boom dos movimentos estudantis, a partir dos anos 60, para se diferenciarem dos seus pais, os jovens passaram a ignorá-lo. Somente nos últimos anos, com a aposta de grandes nomes da moda internacional, o acessório voltou a entrar em cena, e o que era antigo, virou cool. O chapéu tradicional é formado pela aba, a parte que se projeta para fora da peça e pode ser rígida ou não, o cone ou copa, onde se encaixa a cabeça e cujo diâmetro e altura podem variar, o laço/fita que serve para dar acabamento e incrementar o visual e, finalmente, a coroa, o topo da peça.
Este formato é aplicado a modelos clássicos como o Fedora, Trilby, Derby e Panamá, mas temos também a boina e o boné que tem um formato completamente diferente. Abaixo, alguns dos mais conhecidos modelos de chapéu masculino.
Som de Peter Gabriel – Solsbury Hill

PANAMÁ:
A palha do chapéu “Panamá” nasce em apenas um lugar do mundo, o Equador. Os chapéus são produzidos há mais de 1000 anos, por índios Incas. Feitos manualmente, de forma inteiramente artesanal, podem levar de 2 dias a 6 meses para ficarem prontos, dependendo do chapéu. O chapéu ganhou o nome “Panamá” no início do século XX, quando os franceses e americanos, que participaram das obras de construção do Canal, começaram a imitar os trabalhadores locais, usando os chapéus para se protegerem do calor e da umidade. Ao retornarem a seus países, eram perguntados de onde vinham aqueles chapéus e respondiam: do Panamá!
Ele só recebeu este nome em 1906 quando o então presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, ganhou um exemplar e usou-o durante sua visita ao que viria a ser o Canal do Panamá, transformando-o em moda instantaneamente e permanecendo assim até a década de 40.
 a
FEDORA OU BORSALINO:

O Fedora também pode ser encontrado com o nome de Borsalino, tradicional marca italiana, considerada a inventora do modelo. O Fedora é feito de feltro (embora existam exemplares até de couro), tem aba média se comparado a um chapéu de cowboy, por exemplo, geralmente é encontrado nas cores marrom, preto e cinza com uma fita na mesma cor ou em tom similar, a coroa tem mais ou menos a mesma altura da coroa do Panamá e trata-se de um bom acessórios para outono ou inverno, protegendo muito bem do frio e do vento cortantes de algumas cidades.

Variações: couro, veludo ou até algodão são opções mais raras e entre as cores, tons frios e escuros podem surgir.

BOWLER OU DERBY:

Nos EUA é Derby, na Inglaterra se chama Bowler e no Brasil falamos chapéu coco, a verdade é que este modelo foi criado na Inglaterra em 1846 pelo político Edward Coke, ganhando popularidade entre a classe trabalhadora e, posteriormente, a burguesia. Ficou mundialmente famoso e até hoje é lembrado graças a Charlie Chaplin e seu personagem, Carlitos.

Variações: Geralmente é feito de feltro preto ou cinza escuro, tem a coroa arredondada, aba curta e laço na mesma cor.

TRILBY:

Lembra o Fedora, mas com uma aba muito mais curta, o Trilby já foi chapéu de gente abastada, hoje caiu na graça dos jovens e aparece por aí em diversas cores e materiais, mas o original era em tons neutros e com a fita na mesma cor ou com pequenas variações de tom.

Variações: o tradicional é em feltro, mas a trilby se adaptou para diversos gostos e públicos sendo possível encontrá-lo em couro, sarja, lona, veludo, e até palha para climas quentes. As cores vão pelo mesmo caminho e o cinza abriu caminho para uma enorme variedade de matizes.

BOATER:

Recebeu o nome de Boater (ou barqueiro) por ser usado nos EUA nas competições de canoagem, fez sucesso no Brasil durante as décadas de 30 e 40, principalmente pelos boêmios do Rio de Janeiro, fato que deve ter contribuído para a figura folclórica do malandro com camisa listrada e chapéu palheta na cabeça. É feito de palha, mas tem uma estrutura mais reforçada do que o Panamá, a aba é curta, coroa reta e sua fita muitas vezes aparece em azul e vermelho, cores geralmente ligadas às atividades náuticas.

Variações: um dos mais restritos em relação as opções de material e cor, no máximo você vai encontrar fitas de cores diferentes e só, nisso ele se assemelha ao Panamá.

BOINA:

Outro acessório que voltou com tudo é a boina, outrora preferida apenas pelos vovôs. De diferentes cores e formatos a boa e velha boina parece ter perdido a fama de antiquada e sisuda que carregou durante anos. Só lembrando que ela foi usada pelos combatentes de blindados como uma alternativa para os gorros e claro, os pintores, especialmente franceses deram sua contribuição para a popularização da boina. As boinas também podem ser usadas no verão. Normalmente, os modelos se mantêm, porque a boina, em si, é um modelo clássico e atemporal. O que pode mudar é o tecido.

BONÉ:

O boné em gomos ou partes costuradas, próximo à modelagem atual, começou a ser utilizado por um açougueiro inglês por volta de 1.800. Deste período em diante o boné ganhou o mundo esportivo, tornando-se popular nos Estados Unidos por intermédio do beisebol. Com o passar do tempo ganhou maior utilidade, e começou a ser confeccionado em diversos modelos e materiais.

Desta forma o boné ganhou o mundo, ocupando a cabeça de crianças, jovens e adultos. No Brasil é uma verdadeira mania, caracterizando-se pela imagem do esporte, estilo, atitude, trabalho e atividades saudáveis. Facilmente alcançou o status de acessório de moda.

Precisa de ajuda? Quer organizar o seu guarda roupa? Duvidas para combinar peças que já tem? Entre em contato pelo blog, ou pelo E-mail nunoalmeida61@gmail.com

Uma Casa Com Poesia !!!!


A casa, rodeada de macieiras, pereiras e ameixeiras.

 

No romance de Bruce Chatwin ” On the Black Hill, ” a heroína se chama Mary Latimer. Ela se casa com uma pessoa dura chamada Amos Jones e vivem em ” The Vision ”, uma casa em que as janelas traseiras têm vista para o País de Gales e as da frente têm vista para a Inglaterra. Mary ocupa os primeiros meses de seu casamento fazendo melhorias na casa, como Chatwin diz. Ela fez cortinas de cretone, (tecido encorpado) para o dossel e cortinas de veludo verde para o salão. Cortou um antigo tecido de flanela vermelha e fez um tapete de pano, de rosas, para a lareira da cozinha. ” A imagem de uma mulher no País de Gales, vivendo em uma casa sob as colinas, reformando seus quartos e lutando por seus ideais, nos leva a Jane Ormsby Gore, decoradora e proprietária desta casa. Ela não foi o modelo para o personagem de Chatwin, mas conhecia bem o autor, e sua imaginação nasceu da criatividade, maneiras perfeitas e anos de experiência.

No caminho para casa, ela falou sobre seu passado. Filha de Lord Harlech, que era amigo de John F. Kennedy e durante a sua presidência, o embaixador britânico nos Estados Unidos. ” Sempre tivemos pessoas incrivelmente interessantes que nos visitavam ”, ela diz. ” Na casa da família aqui perto, não éramos autorizados a frequentar a sala de jantar até aos 13 anos”. E, o grande conselho do meu pai foi que devíamos perguntar a essas pessoas, filósofos, escritores e cientistas, tudo sobre suas vidas.

Mais tarde, conheceu e se juntou aos Rolling Stones (ela é frequentemente citada como a inspiração para a música  Lady Jane), em Londres, trabalhou com o negociante de antiguidades Christopher Gibbs,  depois casou-se com  Michael Rainey, que fazia roupas para os Beatles. “É maravilhoso encontrar coisas bonitas da época Eduardiana  ou Vitoriana e apenas acrescentar um par de jeans ou algo assim”. Trabalhou também na Vogue britânica na década de 1960. Por volta de 1970, ela voltou para o campo, onde cresceu.

A casa encontra-se entre as colinas, um verdadeiro poema com uma fachada em tijolos vermelhos. É difícil imaginar a colocação dos móveis neste lugar, parece que eles sempre pertenceram a esta casa. Não existe um plano aparente, nada combina, e o design é um segredo, garimpado ao longo dos tempos. Nas gravuras antigas e nos tons de verde musgo, nas cortinas amarrotadas, há algo da menina que era filha de um barão, mas também da outra garota, aquela que fumou maconha e curtiu a década de 1960. Na sala de estar, cestos de lenha se misturam a inúmeras cerâmicas, algumas delas de origem oriental, como se demasiada organização fosse uma ameaça. Na sala ensolarada ao lado da cozinha, há montes de maçãs e cabaças recém colhidas, em cestas em uma mesa de pinho. A grande cozinha, com a sua mesa ampla, é um bom exemplo do que um perito em decoração pode fazer com ganchos e boas cadeiras. Sofás confortáveis estão espalhados ​​na sala de estar, e são forrados com tecidos encontrados em vários lugares aleatórios. Gerânios foram colocados ao redor das grandes janelas, com cortinas que tiveram dias melhores mas nunca mais charmosos, o cheiro de lenha parece ter-se infiltrado na trama das almofadas. Pequenos copos de cerâmica estão cheios de flores do jardim. Jane Ormsby Gore é um tipo de personagem de Virginia Woolf, o seu compromisso com a natureza é espirituoso e despretensioso. ” Eu tomo todas as minhas lições da natureza ”, diz ela.

A segunda sala de estar, onde fica a TV, parece um lugar onde se pode sobreviver às asperezas do mundo. É aconchegante, e simples como tudo nesta casa. Em vez de papel de parede, ela cobriu as paredes em papel de embrulho macio, criando um esfumaçado que imita a passagem do tempo. Grandes casas devem ter poesia, e os quartos da casa de Jane Ormsby Gore são como aspectos de seu próprio mundo interior. Os corredores estão enfeitados com as suas memórias. Fico imaginando quantas mãos tocaram os corrimões e quantos olhos contemplaram através dessas janelas a cerejeira na parte inferior do jardim.  Quando perguntada sobre a maneira como faz a sua decoração, ela responde,” puro instinto. ” Ela decora de uma forma como algumas pessoas escrevem livros, a fim de descobrir os verdadeiros terrenos de liberdade e prazer. 

Som de Rolling Stones – Lady Jane

No quarto de hóspedes da casa da decoradora Jane Ormsby Gore’s, as cores das paredes e das cortinas em tafetá de seda refletem as colinas.

 

Na sala de visitas, cortinas em amarelo dourado contra as paredes verdes de um tom brilhante, uma luminária com pé de de pedra e cúpula em pergaminho. Gerânios na janela e uma pilha de livros sobre jardinagem e ervas.

 

No quarto de hóspedes, uma luminária com pé de madeira pintado com um tom de linho cru, ao lado da cama de bronze coberta com uma colcha trabalhada em quilt.

 

No banheiro, uma banheira com pés em forma de garras ao lado de uma poltrona do início do século 19 forrada de linho francês antigo, abaixo fotografias da família, incluindo uma de Alice, irmã de Jane, com seu então parceiro  Eric Clapton.

 

Na sala de estar, uma poltrona confortável forrada em linho cru junto ao fole marroquino, um banquinho bordado e uma jarra de flores do jardim.

 

Na cozinha, uma ferradura fica acima de um rack de pratos de cerâmica, e sobre a toalha da Córsega, groselhas e flores silvestres do jardim, uma cesta de azeitonas da Grécia e castiçais banhados de prata do final do século 18.

 

O cavalo de 5 anos chamado Jack.

 

A cabeça de um veado emoldura a porta de entrada para um quarto com uma cabeceira feita sob medida  e um abajur de Marianna Kennedy.

 

Ormsby Gore no jardim.

 

Na sala ensolarada, um espelho de conchas feito por Katherine Lloyd, cadeiras antigas, bandejas de estanho e dois garfos de feno.

 

A cômoda de pinho, que serve como principal armário da cozinha de Ormsby Gore, está ao lado de uma pá de pão, uma cadeira velha, uma pintura de uma torradeira, do artista britânico John James e uma fotografia de Meher Baba, um líder espiritual indiano.

 

 

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apartamento Eclético !!!!


Eles estavam à procura de um apartamento ensolarado, e que  ficasse perto do Parc del Turó, no bairro de Sarria-San Gervasio, em Barcelona, elegantes jardins em meio a uma grande área urbana, que foram criados nos anos 20 para deleite da burguesia.”Minha cliente queria sair do bairro Paseo de Gracia, onde morava anteriormente, e este bairro foi sempre o seu preferido,” lembra a interior designer Cristina Rodriguez. ” A minha casa, e escritório é na mesma rua e um dia, ao chegar de Londres, vi uma placa de venda em um dos mais belos prédios  desta região.  Visitei-o e rapidamente liguei para dizer que tinha encontrado o apartamento de seus sonhos. Nesse mesmo dia o negócio foi fechado. ”

É um terceiro andar, de 270 m2 em um edifício dos anos 40, com garagem, e inspiração inglesa. Os quartos são todos suítes, e tem um enorme salão principal, onde as árvores entram praticamente pelas varandas, transmitindo serenidade e frescor. “A distribuição dos cômodos quase não teve mudanças, os espaços eram bem distribuídos. Banheiros, vestiários e quartos foram ampliados, já que a proprietária, designer de moda, tinha uma coleção interminável de sapatos e bolsas , ” diz Cristina.

Para as áreas comuns o piso em espinha de peixe, de madeira original foi recuperado e pintado de branco, em outras áreas,  foi aplicado cimento, pintado da mesma cor. Molduras, guarnição e painéis de madeira foram respeitados e clareados para trazer frescor e brilho, resultando em uma casa neutra com sabor clássico que dá destaque para o mobiliário. Este é bastante variado: um aparador asiático do século XIX em chinoiserie, uma cadeira Emmanuelle, da década de 70, uma luminária, projetada por Fortuny em 1907, mesa de tênis, usada para comer … “A decoração é fresca, eclética e vintage, assim como a minha cliente. O que é interessante é a mistura, porque ela atinge o equilíbrio e a harmonia, mas também traz efeitos inesperados. Eu gosto de reunir o Oriente e o Ocidente,  luminárias do início do século, década de 50 e 70, antiguidades asiáticas e objetos improváveis “.

Predominam, materiais naturais, preto e branco, como vime, linho ou couro, e surpreendentes papéis de parede que Rodriguez define como estilo oriental. A designer de interiores começou pelo mundo têxtil, mas passou 20 anos renovando e criando novos espaços.  “Meu trabalho tem uma leitura contemporânea e sóbria, mas sempre com uma pitada de humor, a vida é alegria e temos que rechear os ambientes com objetos que nos façam sorrir ,” conclui a decoradora.

Som de George Michael – Heal The Pain

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com

Um Chalet em Montana


O lema da designer de interiores Tracey Byrne é, sem traduções ” Go big or go home “,  cujo estilo arrojado tem espaço de sobra para brilhar na sua casa de inverno, no Clube Yellowstone, em Big Sky, Montana.

Esta casa com seis quartos, é grande para qualquer padrão, e o objetivo de Byrne foi tornar este grande espaço o mais confortável e convidativo possível. ” Nós passamos muito tempo aqui no inverno, e por isso eu escolhi móveis macios, confortáveis ​​e com textura,” explica a designer e fundadora da empresa de design com sede em Massachusetts, Beverly, do Grupo Waldyn. “Meu estilo tende para cores neutras como cinzas, brancos, cremes e castanhos, a paleta natural e orgânica ajuda na mistura dos interiores com a paisagem externa.”

O marido de Byrne, Sam é o co-fundador e sócio-gerente da CrossHarbor Capital Partners,  principal proprietário do Yellowstone Club, portanto, os Byrnes puderam escolher um dos primeiros locais para a construção, à direita na pista de esqui. Em seguida, eles chamaram o arquiteto Jerry Locati, para criar seu novo retiro familiar. “Sam e eu já tínhamos trabalhado juntos em outros projetos, de modo que o processo de design foi muito colaborativo”, lembra Locati, que projetou muitas casas no Yellowstone Club. “Nós concordamos que queríamos essa casa com o calor e a sensação de Montana, mas com um design muito moderno e sofisticado.”

A estrutura de três níveis tem tetos altos, uma escadaria central e janelas abundantes que inundam a casa com luz natural. Uma cozinha aberta, espaço para estar e jantar , uma área ao ar livre, cuja vista pode ser apreciada durante todo o ano, os quartos e salas para a família são separados, fornecendo a privacidade para esta família de cinco. Tracey escolheu uma mistura de materiais rústicos e modernos para os interiores, incluindo cercas recuperadas para proteção contra a neve, e não resistiu a um tom claro de cinza, que cobre muitas das paredes e tetos da casa. “A madeira antiga dá a sensação de autenticidade, ao mesmo tempo é limpo e contemporâneo”, explica ela. Um fogo crepitante aquece este lar, através da lareira revestida com pedra escura, em contraste com os pisos de carvalho branco cinza e preto.

Sofás extra grandes cobertos com almofadas suntuosas convidam ao descanso após um longo dia nas encostas, e os lustres enormes e dramáticos são marcas registradas de Byrne. “Eu amo lustres de dimensões generosas, e acho que o meu favorito é o da sala de estar”, diz ela. “Sua forma é muito tradicional, como se fosse um lustre clássico francês, mas é feito à mão, com galhos dispostos em uma forma aleatória.”

Armários pintados de preto fosco dominam a cozinha. “Eu gosto de ter um espaço de trabalho grande para cozinhar, e como isso foi possível, coloquei duas ilhas, lado a lado, cobertas com mármore cinza.”, diz Byrne, uma ex-padeira profissional. “Sei que as pessoas são contra balcões de mármore porque a pedra mostra manchas, mas eu gosto das manchas. Elas são autênticas e o fato é que, quando se cozinha, derramamos coisas. ”

O canto da cozinha, que fica de frente para a pista de esqui, é um dos espaços favoritos da designer. “Ele tem um banco profundo para que possamos espremer cães, crianças e muitas almofadas”, explica ela. “Eu amo ficar lá com uma xícara de café e ver os meus três filhos esquiarem.” Esta designer, ao que me parece, descobriu como ” Go big or go home ” ao mesmo tempo e no mesmo lugar . Vamos ver?????

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com

 

Um Conto de Fadas !!!!!


Passeando pelos arredores da igreja, na encantadora aldeia de West Overton, podemos ver esta casa encantadora no final da rua. Uma casa de campo, de conto de fadas está situada no coração de Wiltshire. No interior, tons de rosa suave e lavanda suavizam as pesadas vigas de carvalho e pisos de pedra em terracota, que brilham sob as duas lareiras cintilantes. Um lugar onde se podem fazer passeios pelo campo, e onde o elegante mercado da cidade de Marlborough que fica nas proximidades, ostenta mais de 200 lojas de luxo, tudo isto á porta de casa.

O design peculiar desta  casa do século XVII tem um certo charme. Duas escadas estreitas levam até o primeiro andar. A primeira dá para o quarto principal, e a outra leva até a área social, confortável e acolhedora. Um delicioso chá inglês que pode ser tomado no jardim, é um grande acontecimento. Os proprietários costumam fazer pequenas refeições ao ar livre, em estilo piquenique em dias ensolarados.

Quando o inverno lança seus dias gelados sobre a Inglaterra, esta casa oferece um refúgio acolhedor para os seus proprietários. Acender as lareiras, após um dia de passeios na neve é o suficiente para que a família se aqueça e aproveite esta atmosfera de sonhos. A cozinha é equipada com um forno elétrico, uma churrasqueira e todos os eletrodomésticos de uma casa moderna. Todos os banheiros possuem pisos aquecidos. O cenário da paisagem, e a própria casa não parecem reais e sim tirados de um filme de época, deve ser um privilégio morar neste lugar.

Som de Enya – Shepherd Moons

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com

Casa El Mirador


Se acreditarmos que as casas têm sua própria linguagem,El Mirador é um convite ao relaxamento, respeitando os seus arredores. Construída em 2013 por Manuel Cervantes Cespedes e CC Arquitectos , esta habitação é trabalhada a partir de materiais locais, na encosta que desce rapidamente para o magnífico lago no meio da propriedade privada de “El Eterno” em Valle de Bravo, México.  A residência foi meticulosamente deliberada e executada reverenciando a sua localização à beira do lago e a personalidade de seu dono, um solteirão com uma intensa vida social. Ao primeiro olhar, um dique de pedra desce em direção á estrutura do telhado do pavilhão. Construída a partir de dormentes reciclados, ela é dividida em dois compartimentos: o primeiro onde fica o estábulo, com uma calha de água ligada a uma piscina, enquanto o segundo é uma garagem que discretamente separa os carros dos cavalos atrás de uma parede de madeira.

O “cubo”do pavilhão estruturado em viga de aço e madeira é uma espaçosa sala de estar, com uma parede de janelas  que se abre para o terraço convidativo e os jardins, desenhados por paisagistas. Este recurso une magistralmente a área interna e externa, eliminando demarcações, os materiais utilizados, tais como ardósia e pisos de pedra do terraço, continuam na parte de dentro, subindo pelas paredes da lareira. Espelhando os troncos das árvores da floresta circundante, a quarta parede é de madeira, enquanto o teto possui vigas bem grossas de madeira. Uma abundância de cores e materiais naturais, como o sofá de couro marrom em capitonê, tapete de sisal, e sofás extra-profundos e brancos, contribuem para o clima de serenidade.

A cozinha de madeira, em um lado do layout, possui uma composição de estantes impressionante e uma ilha de ardósia, perfeita para festas e encontros de amigos. Do outro lado do pavilhão, o quarto principal é um perfeito esconderijo com paredes forradas em madeira, e com vista para a floresta, tem um banheiro anexo todo recoberto em pedra de ardósia cinza escura.

Oferecendo a oportunidade perfeita para que o proprietário possa dar um mergulho à tarde no lago, e em seguida, desfrutar de um jantar no pátio, El Mirador é verdadeiramente uma casa moderna, mas atemporal, construída para entreter os convidados, mas ao mesmo tempo proporcionar uma solidão desejada. Esta casa foi projetada para  resistir lindamente ao passar dos anos, e as qualidades que a tornaram maravilhosa serão certamente acentuadas.

Som de Ed Sheeran – Afire Love

f6_casa_el_mirador_ccarquitectos_valledebravo_photo_rafael_gamo_yatzer

Dúvidas, perguntas ou questionamentos sobre decoração? Precisa de um trabalho de consultoria para sua casa? Favor entrar em contato pelo blog, ou E-mail nunoalmeida61@gmail.com