Uma Casa de Pedra !!!!!


A solidez desta casa é óbvia. Basta olhar para as suas paredes, para confiar em sua resistência através dos tempos. Quando a encontrou, o seu atual proprietário, sabia que teria muito trabalho pela frente, pois ela estava bem danificada. A parte boa é que tudo foi feito com muito cuidado e o resultado foi magnífico, e ao mesmo tempo, encantador e discreto, porque em nenhum momento se tentou mudar o conceito desta construção de pedra, uma casa elegante e acolhedora, onde viver com conforto é o primordial. O responsável por esta transformação foi a decoradora Mónica Garrido.

Os proprietários desta casa decidiram reconstruir os tetos e vigas de madeira, uma solução vitalícia que garante privacidade e calor. Ao mesmo tempo, as esquadrias originais das janelas e portas foram mantidas e o design da cozinha teve uma renovação total, com ares de antigamente. A tradição das paredes de pedra, foi preservada, paredes que transmitem a confiança eterna e garantem proteção contra qualquer excesso e mudança de clima.

A segunda coisa a fazer foi a aplicação de novas e eficazes técnicas. O melhor exemplo, sem dúvida, foi a escolha do piso da sala de estar, da cozinha (espaços abertos entre eles) e do banheiro. É um microcimento, um material muito resistente, fácil de limpar sem juntas e por ter o seu acabamento polido, um bom reflexo da luz.

A casa é rústica mas a decoração é muito moderna, com peças como a lareira, de linhas muito limpas, apostando no ecleticismo, um estilo que presta homenagem ao bom gosto e se atreve a misturar móveis rústicos (como a mesa de centro na sala de estar) com um par de poltronas francesas.

O proprietário, colocou um sofá, também de ar francês, no salão de pedra e um tapete de juta maravilhoso, no quarto, uma grande cama em ferro forjado com dossel, empresta a este cômodo um toque romântico. O resultado mais arriscado, mas realmente brilhante, está no teto de vigas do banheiro, logo acima da banheira com design moderno, um delicado lustre de cristal de reminiscências clássicas. Um clássico reinventado, com muita personalidade.

Som de Stromae – Alors On Dance

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Ca Maria Adele !!!


Se Veneza é a cidade mais bonita do mundo , certamente Ca Maria Adele é o seu tesouro mais romântico. Um mundo envolto em uma nuvem mágica, começando com a sua localização em uma das regiões mais elegantes e boêmias de Veneza entre o Guggenheim e Punta della Dogana, ainda tão requintadamente residencial.

O boutique hotel de luxo foi inaugurado em 2004 pelos jovens Alessio e Nicola Campa, herdeiros de uma antiga família de mestres de vidro de Murano, esteticistas refinados e designers de interiores, que criaram um oásis de requinte, beleza e conforto. Seu amor pela história de Veneza e séculos de “beleza” criado por seus antepassados pode ser visto em cada detalhe maravilhoso no hotel minuciosamente concebido, desde a escolha do nome, uma combinação do nome paterno e avó materna, até a enorme foto em preto e branco, pendurada na sala do café da manhã, que apresenta o maior candelabro do mundo feito para um cassino da Bélgica por seu avô.

O interior, inteiramente desenhado por Alessio e Nicola, é um deleite para os olhos esteticamente mais exigentes. Peças únicas na sua maioria, e antiguidades inspiradas na antiga Veneza moura, do comércio com o leste e Império Bizantino, como os abajures originais apoiados por uma mão de Moor que estão na sala de estar. Todos os detalhes se abrem em um mundo de “mil e uma noites” entre veludos e brocados, esculturas de vidro de Murano, móveis da Índia ou Marrocos. Uma luxuosa opulência com um delicioso toque de contemporaneidade irônica que é encontrado principalmente em projetos temáticos que são feitos durante as férias ou mudanças sazonais e enriquecem cada quarto com objetos de design, como a mesa da sala de café da manhã, iluminada para o Natal por uma miríade de lâmpadas de ratos. Cada canto convida a um olhar, roubando um momento de beleza eterna.

São doze quartos , incluindo 2 suítes e um apartamento, cada um decorado com um estilo diferente inspirado por um ecleticismo que adora novas combinações e reavivou elementos do passado, refletindo a alma de Veneza: da sala Oriental-chique do Mori, no Black Boho-chic Chambre, até o Doge’s Room que lhe valeu, com razão, o título em 2014 da segunda sala  mais sexy do mundo de acordo com Mr & Mrs Smith Hotel Awards.

A atenção maníaca aos detalhes, também se estende ao serviço, que faz a sua estadia inesquecível, como os sinos para chamar a equipe espalhada por todos os cantos do hotel. O café da manhã é um deleite único, completamente à la carte, na véspera um menu é distribuído para escolher não só o que você quer comer na manhã seguinte mas também em qual sala do hotel: na cama, no salão da sala de estar em frente à lareira, no terraço ou no sala de café da manhã, o petit-déjeuner é um verdadeiro ritual servido por garçons que parecem roubados de um palácio imperial do passado.

Ca Maria Adele, escolhida como uma “segunda casa” veneziana por muitas celebridades, é certamente um dos hotéis mais bonitos do mundo, uma experiência que todos devem fazer na vida, acompanhada por uma caminhada ao longo do Zattere e um jantar no terraço no Grande Canal, para realmente entender porque ” Veneza é a maior obra-prima que o homem já criou ”

Som de Michael Kiwanuka – Cold Little Heart

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Estilo Militar!!!!!


 

Não são só os camuflados que fazem o universo militar: uma série de detalhes podem funcionar como aliados infalíveis na missão de aderir ao estilo sem se tornar um soldado. Quer aprender como? Confira uma seleção de fotos com peças típicas do militarismo seguidas de dicas para acertar na produção e dispensar o alistamento nas forças armadas. A regra mais valiosa na hora de apostar no estilo militar é não carregar a mão nas referências. Você pode usar uma jaqueta camuflada sobre um terno, por exemplo, mas só a jaqueta. Esqueça as calças cargo, as camisas com bolsos e os tons típicos do militarismo aplicados em looks completos.

Poucos detalhes são suficientes para passar a informação necessária do visual militar. Os bolsos utilitários, os zíperes aparentes e os martingales (faixa de tecido com botões sobre os ombros ou jaquetas) são alguns destes exemplos.

Quer ficar na zona de conforto? Invista no bom e velho verde-musgo, no marrom e no cinza típicos do militarismo. Lembre-se de combinar a peça-chave com outras cores neutras para não cair na pegadinha do look total, ok?

Verde oliva, verde folhagem, bege, marrom, cáqui, cinza e marinho são algumas das cores mais comuns de se encontrar nas fardas militares e, na maioria das vezes, só a presença delas já serve para criar uma relação com esse estilo. Não tem como olhar para uma estampa camuflada sem pensar em exército! Porém é aconselhável usá-la comedidamente, preferencialmente apenas uma peça camuflada em todo o look, afinal a mesma estampa que desaparece na selva, salta aos olhos em ambiente urbano.

Muita sarja, algodão, lona, couro, gabardine (nas peças mais classudas) e nylon é o que você encontra corriqueiramente em vestes e acessórios militares. No caso da sarja, lona e do couro existe a possibilidade de que eles apareçam surrados e desbotados para causar a impressão de algo usado e desgastado pelo tempo, principalmente se a peça tiver um certo apelo vintage. Vamos ver?

Som de Justin Timberlake – Say Something

Jaquetas ou casacos militares:

São aquelas jaquetas com bolsos salientes tanto na altura do peito quanto próximos a cintura, dragonas nos ombros e, em alguns casos, martingales na cintura para ajustar a peça. Na maioria das vezes aparecem em cores como o verde musgo ou oliva, marrom, cinza médio, bege ou cáqui e podem ser também identificadas como “safari jackets”. Podem ser feitas de sarja, nylon de paraquedas ou couro.

Trench coats:

Os de melhor qualidade são de gabardine, um tecido impermeável e que protege do frio, já que desde sua invenção a intenção era que os soldados ficassem aquecidos e secos nas trincheiras – daí veio o nome casaco de trincheira. É fácil de ser identificado, pois sempre apresenta abotoamento duplo, reforço no peito (na área onde se apoia o cabo do rifle), dragonas nos ombros, cinto no mesmo tecido do casaco, fivelas nas mangas e lapela larga que pode ser levantada para proteger do frio, além de uma fenda traseira, pensada para se caso algum oficial tivesse que montar um cavalo a peça não ficasse amarrotada na sela. Hoje é considerado um casaco tão elegante que é usado por cima de ternos, mas continua sendo a proteção perfeita para a chuva e frio. Versões mais modernas incluem tecidos como sarja, nylon impermeável e até couro, já as cores ficam entre o popular bege e o marrom, passando pelo verde musgo, camelo e castor.

Calças cargo:

Foram usadas pela primeira vez em 1938 pelas forças armadas britânicas. Os bolsos na altura da metade das coxas ajudam a levar todo tipo de equipamento militar (mapas, bandagens, bússolas) e algumas tem alças para pendurar pequenas facas ou outros objetos miúdos, mas isso só é usado por quem vai sair em algum tipo de missão ou aventura, o homem urbano escolhe os modelos com bolsos flat, que não acrescentam volume a silhueta e não usam os compartimentos sobressalentes para não perder a elegância, enchendo a roupa com coisas que deveriam estar devidamente acomodadas em uma bolsa. As cores mais comuns para a cargo militar são verde musgo e marrom terra, mas as camufladas também disputam a preferência dos homens; os tecidos populares são sarja, algodão e nylon de paraquedas.

Camisas militares:

Teoricamente qualquer camisa com uma cor terrosa ou estampa camuflada seria o suficiente para identificá-la como tendo estilo militar, mas ainda existem modelos que pegam emprestado elementos como os bolsos “cargo” com abas fechadas por botões e dragonas, sem contar insígnias, patches com identificação de tropa e estampas com distintivos de pelotão. Deve-se tomar cuidado na hora de combinar essas peças com calças cargo ou jaquetas tipo “safari”, elas podem deixar o visual exagerado.

Coturnos:

Não há um calçado que faça maior referência ao militarismo que o coturno, seu jeitão parrudo e agressivo não deixa dúvidas sobre suas raízes.

Jaqueta bomber:

Quando falamos em militarismo não estamos só nos referindo ao exército: marinha e aeronáutica também entram na conta. As jaquetas bomber foram criadas para uso dos pilotos da força aérea durante a Primeira Guerra Mundial, quando os cockpits dos aviões eram abertos e era necessária uma jaqueta que mantivesse os oficiais aquecidos. A bomber pode ser feita de couro, gabardine, nylon, algodão ou até uma mistura de fibras, nos modelos mais leves, tem como característica marcante a gola larga e elástica, algumas vezes forrada com pele, fechamento por zíper, bolsos grandes próximos a cintura para aquecer as mãos e punhos elásticos, evitando que o vento gelado entre.

Relógios com pulseira de lona:

Existem muitos tipos de relógios usados pelos militares, mas o que mais remete a esse estilo é o cuja pulseira é feita de lona ou nylon, seja ela verde, cinza escuro, preto, marrom ou azul marinho, basta olhar para uma peça desse tipo para imaginá-la no pulso de um soldado. É comum ver algumas pessoas se referirem a ela (a pulseira) como “nato strap” devido a crença de que os primeiros a usá-la foram os soldados da OTAN (North Atlantic Treaty Organization, em inglês), entretanto outras fontes dão conta que os militares britânicos foram os primeiros a adotar a pulseira em 1973.

Parka (ou parca):

Foi criada com base no anorake, um casaco usado pelos esquimós, sendo adotada pelo exército por ser uma roupa adequada para enfrentar condições climáticas adversas, principalmente baixas temperaturas. Pode ser de nylon, poliéster, gabardine ou sarja; na maioria das vezes apresenta capuz forrado com pele; uma gola que pode ser levantada para proteger o pescoço e parte do rosto; podendo ser fechada por botões, zíper ou ambos. É importante frisar que alguns modelos são mais esportivos, mas existem opções totalmente militarizadas tanto nas cores, quanto nos detalhes.

Peacoat:

O peacoat está para a marinha assim como a bomber jacket está para a aeronáutica! O casaco de lã grossa preta ou marinho surgiu no século 18 e logo foi adotado pelos marinheiros que navegavam as águas gélidas do hemisfério norte, tendo hoje, de certa forma, sua ligação com o visual militar, surgindo em variações de cores como o verde musgo, oliva e cáqui, esta última nos modelos em sarja possivelmente acompanhada de insígnias, dragonas e distintivos.

Vejam abaixo algumas combinações que remetem ao estilo militar!!!!!