Modernista !!!!!


Esta espetacular casa em Madrid estava completamente em ruínas quando Isabel Otero e Ramiro Mora, da empresa Ramisa Projects & Fun iniciaram a sua renovação para que pudesse retomar ao seu estado antigo e glorioso.
Dois anos se passaram para que este casal conseguisse reformar totalmente esta casa com mais de 120 anos. Só para manter as escadarias originais e os corrimões já foi um trabalho árduo e demorado, além disso outros elementos foram especialmente criados para dar um aspecto de casa/vivenda antiga, como as molduras de gesso nos tetos, todas desenhadas á mão.
A mistura de elementos modernos e vintage foi perfeitamente bem combinada na decoração desta casa, e as paredes brancas dão muita luz e uma enorme sensação de amplitude. Esta casa tem um ambientes muito agradáveis e totalmente atemporais. É maravilhoso saber que antigos edifícios, podem ser magnificamente restaurados mantendo as características antigas da época, mas com uma nova vida para ser desfrutada por muitos anos.
Elementos preciosos, como a estrutura de tijolos vermelhos e os azulejos brancos (que simulam tijolinhos em um estilo conhecido como azulejos de metrô), marcam presença no living, onde inúmeros objetos e móveis de diversos estilos se misturam sem muitas regras. De peças garimpadas por toda a Europa a lanternas de papel japonesas, tudo tem seu espaço reservado.
Ramisa Projects & Fun é um escritório com um conceito diferente do significado de trabalho, o nome já diz tudo. Ramiro e Isabel, seus fundadores têm um talento especial para a localização de edifícios únicos e transformá-los em novos espaços, sabendo habilmente misturar estilos, períodos e culturas. Uma de suas recentes descobertas foi esta casa muito perto da praia de Santa Cristina. Como em todas as obras, a primeira coisa que fizeram foi imaginar e estudar como poderia ter sido o edifício na origem, com todo o seu esplendor modernista. O casal viu um grande potencial nesta casa, antigamente habitada por uma família indiana, e que se tornou um restaurante com um grande pier, já que muitos clientes chegavam de hidroavião. Lá fora, no jardim, ainda existe uma palmeira, típica em casas de pessoas que emigraram para a América.
A intervenção foi complexa, mas clara. Por um lado, eles tiveram que fazer uma nova distribuição dos quartos adaptada às novas necessidades, com mais espaços abertos e sociais,  em segundo lugar, tiveram que devolver toda a beleza da construção antiga, renovar uma lista interminável de itens e materiais que os fizeram viajar através do tempo.  “Em nosso trabalho, a estrutura é sempre o mais importante, mas nós tentamos fazer as transformações de uma forma que parecesse original. As velhas fotografias da casa que nos mostraram o seu apogeu e sua história maravilhosa, primeiramente como restaurante e mais tarde como um lugar de criação de chinchilas foram a nossa inspiração ,”diz Isabel. Uma vez terminado o cenário com todo o cuidado e detalhes ornamentais, fazendo a luz circular livremente graças a novas galerias com vidro e ferro, era a hora de decorar cada quarto. E então entraram em a cena móveis fascinantes comprados em diferentes viagens, lojas de antiguidades e mercados de pulga.
Vamos entrar?
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Uma Casa Vitoriana em Londres!!!


No final de uma tranquila rua sem saída, no sudoeste de Londres, com uma cerca de treliça, rosas e um jardim murado de 27 metros de comprimento, está a casa da designer de interiores Louise Jones. Difícil acreditar que estamos a apenas 40 minutos de West End, região do centro de Londres que tem muitas das atrações turísticas da cidade. Originalmente de Lancashire, Louise começou a trabalhar em contabilidade, mas não era o que ela gostava. Após 18 meses, ela se matriculou em um longo curso na Escola de design Inchbald, e passou a trabalhar no Chelsea Textiles, antes de responder a um anúncio de emprego para contador na Todhunter Earle. “Minha irmã sugeriu que poderia ser uma forma de conhecer o lado do design no trabalho, e foi o que aconteceu”, diz Louise.

Depois de oito anos de estudo, Louise criou a sua própria empresa em 2001. Hoje, ela lidera uma equipe de sete pessoas, que supervisionam seis ou sete projetos simultâneos no seu escritório em  Richmond Comum. A casa em estilo vitoriano que ela comprou há alguns anos é bem perto. A casa foi anteriormente ocupada por um inquilino bem idoso que morou lá por toda a sua vida, e a empresa que detinha a casa não tinha investido um centavo na sua manutenção, e embora em péssimo estado, Louise percebeu que tinha um enorme potencial.

A casa permaneceu desta forma desde os anos setenta, e como estava encostada em um campo de jogos de uma escola adjacente, havia espaço suficiente para permitir uma obra que duplicasse o seu tamanho. Foi feito um projeto para criar uma extensão de mais um andar ao longo de um lado da casa e uma extensão de um só piso revestido em madeira na parte de trás, que formam um L em torno da casa. Na parte da frente da sala de estar principal, portas duplas recuperadas abrem-se para o hall de entrada, bengaleiro e uma nova escadaria na extensão lateral que leva até dois quartos na parte original da casa, e a um quarto de vestir e dois novos banheiros na extensão lateral.

Com a ajuda do construtor John Lumsden, os dois quartos no piso térreo, cada um com lareiras originais, foram abertos para formar uma confortável sala de estar. Na parte de trás, uma porta leva para a nova cozinha e sala de jantar e a partir daqui podemos chegar a uma segunda sala de estar na parte de trás da casa. Para decorar sua própria casa, Louise estava determinada a não fazer os interiores muito sofisticados. “É essencialmente um cottage de um trabalhador e eu queria que tivesse um ar inglês e ao mesmo tempo rústico”.  Ela comprou peças que não parecessem novas para dar a impressão de sempre terem estado lá. É um estilo que toma bastante tempo.

Algumas das luminárias e tecidos para cortinas foram comprados em férias na Índia, e ela selecionou vários de seus papeis de parede favoritos e tecidos descobertos ao longo dos anos de trabalho em projetos para decorar o resto da casa. Ela está sempre à procura de obras de arte para seus clientes, mas em sua própria casa são suas raízes do norte que são mais evidentes. “Eu passo muito tempo em Lake District e grande parte da arte é relevante para essa área.”

O jardim é sua parte preferida e bastante usado.  “É um lugar maravilhoso para voltar a cada noite. Os vizinhos de rua chamam esta casa de Downton Abbey !!!!!

Som de Tracy Chapman – Crossroads

O hall de entrada em azul tem piso em laje e uma tampa de radiador  em madeira pintada. A comoda georgiana de mogno com gavetas foi comprada em um antiquário local.

 

Na parte original da casa, a sala de estar tem uma paleta de cores quentes, com paredes pintadas em ocre pálido e cortinas no mesmo tom.

 

Louise herdou muito mobiliário, incluindo este aparador de sofá com duas folhas que se abrem, do século XVIII e que fica na sala de estar. Ele é coberto com coleções de cerâmica e uma luminária com um abajur pintado à mão.

 

Um par de luminárias de parede Charles Saunders em forma de folhas de carvalho penduradas em ambos os lados de um espelho na sala de estar. Duas cestas de vime abaixo estão cheias de lenha.

 

A acolhedora sala de estar em tons de ocre é o lugar onde Louise expõe peças recolhidas ao longo dos anos. Luminárias foram convenientemente colocadas perto das poltronas para noites de leitura.

 

Recuperadas, as portas duplas na sala de estar abrem-se para a nova escada. Tons ocres cremosos esfriam os azuis e verdes.

 

A cozinha tem armários tradicionais em pinho, confeccionados por um marceneiro conhecido da família.

 

A ilha da cozinha demarca uma área de jantar informal.

 

Na parte de trás da casa, há uma segunda sala de estar, mais informal, com vista para o jardim.

 

Uma vista do jardim para a extensão construída recentemente.

 

Uma porção de vasos no jardim recebem uma coleção alegre de gerânios, cosmos, hortênsias e lobélias.

 

Um arco de rosas no jardim leva até a parte externa para momentos de relaxamento.

 

No quarto de hóspedes as cortinas são de algodão estampado, e o papel de parede é um dos preferidos da proprietária.

 

Quarto principal.

 

Um pequeno lavabo foi forrado com um papel de parede de tulipas, que recebe lado a lado móveis de bambu.

 

O rosa dá o tom neste banheiro do primeiro andar. A banheira de ferro fundido pintado foi comprada em antiquário, assim como o enorme espelho dourado. Os azulejos foram sobra de uma obra desta designer.

 

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Long Island !!!


“A forma prevalece sobre a função” é o lema da designer de interiores Jennifer Vaughn Miller, quando se trata de projetos para os seus clientes, mas “para uma pequena casa com uma filha de quatro anos de idade”, como a que ela mora, em Southold, NY, ” vale a função, ” diz ela. Construída em 1706 pelo moleiro de sua cidade em Long Island North Fork, a sua casa de praia de dois quartos tem tanto o caráter (telhas e vigas expostas) como as peculiaridades (tetos baixos e pisos um pouco irregulares) de uma casa histórica.

Quando ela e seu marido, Derrick, estavam procurando uma casa de fim de semana para comprar em Long Island há quase uma década, eles eram muito jovens e não podiam gastar muito. O casal descobriu este marco histórico online e ficaram felizes em saber que fazia parte da casa um lote vizinho, além disso, servia também para uso comercial.

A casa estava em condições para a mudança quando os Millers a compraram, excepto por algumas cores “excepcionais” da pintura. “Quando digo isso, quero dizer que cada guarnição, todas as vigas, e cada placa de base era de um tom de tijolo avermelhado, e todas as paredes eram verde aipo”, diz Jennifer. E depois havia o quarto no andar de cima, com suas paredes em tom de calêndula, com um stencil de folhas de videira marrons pelo teto todo, hoje em dia a casa é inundada com tons neutros, principalmente cinzas claros e brancos. Começar a reforma foi um trabalho de amor. “Derrick e eu retiramos cada pedaço de madeira externa da casa e pintamos todas as paredes ao longo do tempo para economizar dinheiro”, diz ela.

Além disso, as reformas foram mínimas. O casal colocou no banheiro do andar de cima antigos azulejos de uma estação de metrô e argamassa cinza escura, pintaram o piso todo, reformaram a cozinha, e colocaram novas bancadas, utilizando antigos e baratos blocos de madeira de açougueiro. “Apenas mudanças superficiais”, diz Jennifer.

A linda coleção de antiguidades da família foi trazida lentamente conforme os lugares que chamaram a atenção de Jennifer. “Para os meus clientes, eu sempre começo o projeto com desenhos, criando todo o ambiente, mas nesta casa o projeto foi acontecendo naturalmente”. “Se eu  preciso de um armário para abrigar livros e brinquedos, eu compro o primeiro que eu gostar mais, e vou encontrar algum lugar para ele na nossa casa”. Segundo Jennifer, móveis soltos são bons para qualquer fase da nossa vida, já que eles são adaptáveis a vários lugares.

A sala é equipada com um sofá branco bem confortável, um aconchegante otoman, e cadeiras de couro e aço, acrescentando um pouco de masculinidade a esta sala.

 

Atrás do sofá, Jennifer criou uma galeria de pequenas pinturas náuticas na parede, com molduras vintage.

 

Uma antiga pintura a óleo paira acima lareira muito pequena da sala de estar.

 

A cristaleira de madeira para guardar louças é da loja preferida de Jennifer. “Eu tenho tanta louça, pratas e vasos que decoro a cristaleira todos os fins de semana de uma forma diferente, dependendo do meu humor”, diz ela. “Eu sempre tenho que ver o que tenho, ou esqueço.”

 

A cristaleira “foi um ótimo lugar para colocar todas as minhas peças queridas e ainda ver com o que posso contar”, diz Jennifer. “Eu amo tanto as minhas porcelanas antigas que as uso para todas as ocasiões”.

 

Na sala de jantar, uma mistura de estilos, começando pela luminária de vidro Sputnik  da metade do século, uma mesa de jantar industrial e um dispositivo elétrico de luz  néon estampado com o apelido da filha.

 

Um crânio de animal e uma escultura em chifre são itens inesperados entre copos gravados e pratos antigos.

 

A cozinha dos Millers recentemente reformada, tinha anteriormente uma bancada de faux-granito e armários brancos. A parede de tábuas de açougueiro é o foco principal, e agora ela está bem mais limpa.

 

“Nós amamos fugir da cidade e usar o nosso quintal, por isso temos sempre a música bem alta lá fora, e ficamos constantemente entre a cozinha e o ar livre”.

 

Jennifer abriu espaço para um piano e uma cadeira em sua entrada.

 

Pilhas de livros adicionam personalidade para o parapeito da escada.

 

“Eu acho mais fácil manter uma paleta neutra como uma tela, a casa realmente pede paredes brancas, e ela é tão pequena com toda a antiga madeira em vários lugares e vigas no teto. Ele precisa respirar.”

 

Tallulah dorme em uma cama de inspiração vintage na cor azul pálido.

 

A coleção de vestidos em tom pastel de Tallulah é a imagem perfeita para a paleta suave de seu quarto.

 

O banheiro era pintado em um tom de azul-bebê quando o casal comprou a casa. Além dos azulejos, eles pintaram as paredes de um tom de verde dos macarons. É realmente suave e dá-lhe um pouco de personalidade “.

 

A designer diz que a sua coleção de arte representa muitas das suas peças mais sentimentais. “Eu encontrei estas coisas em vários lugares e antiquários, e eu me lembro de comprar cada um deles.Mas eu amo tudo isto porque temos trabalhado arduamente em tudo nesta casa “.

 

Acrílico  é uma alternativa inteligente para uma mesa de cabeceira, neste tradicional quarto.

 

“Todo o pátio dos fundos era em concreto sólido, com um pinheiro que pingava bagas suculentas por tudo”. “No momento em que a árvore caiu com o furacão Sandy, tivemos que mudar tudo. Eu coloquei as pedrinhas no piso com um muro de contenção de cedro, e que me permitiu, em seguida, plantar o perímetro circundante, em hortênsias. “

 

“Fizemos um pequeno estúdio para Tallulah para que ela possa pintar e fazer a sua bagunça.” Serve também como quarto de brinquedos.

 

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Casa do Passadiço !!!!!!


Por mais de 20 anos o escritório de arquitetura Casa do Passadiço é responsável por inúmeros projetos residenciais e comerciais pelo mundo todo. Esta casa, localizada em Braga – Portugal, serve de escritório e de showroom.

O Palácio de Belém (residência do Presidente de Portugal) e novas lojas da marca italiana Aquazzura, são alguns dos muitos projetos concebidos pela equipe da Casa do Passadiço.  O estúdio foi fundado em 1992 em Braga, Portugal, por Catarina Rosas que rapidamente teve o apoio de suas filhas Cláudia e Catarina Soares Pereira.
Desde o início, a sala de exposições e espaço de trabalho Casa do Passadiço estão alojados em uma mansão sublime que foi construída no centro histórico de Braga, norte de Portugal, no início do século XVI. No entanto, de acordo com alguns estudos, as origens do edifício datam de 1471. Foram feitas várias alterações ao longo das décadas, e hoje, a aparência da casa corresponde ao que era no século XVIII. A escadaria é uma das mais importantes da cidade, de acordo com o historiador Alberto Feyo, e leva a uma capela no primeiro andar, decorada com afrescos. Na década de 90, a casa que tem um jardim com árvores centenárias, foi restaurada pela proprietária Catarina Rosas que queria preservar a arquitetura original. Hoje, continua sendo uma referência histórica.

É neste ambiente tranquilo e único, onde a equipe teve inspiração para todos os projetos que se tornaram realidade,  não só em Portugal mas também em Paris, Londres, Florença, Macau, Miami, Moscou e Nova York.
O showroom  se estende por uma área de mil metros quadrados e foi projetado pelas três designers, para mostrarem suas criações e exemplos de ambientes que executam. Um estilo sofisticado que incorpora elegância contemporânea e luxo discreto. Peças criadas pela Casa do Passadiço compartilham um espaço harmonioso com outras marcas e designers internacionais exclusivos, bem como antiguidades encontradas em todo o mundo.
O trio seleciona cada tecido, móveis, aparelhos e acessórios com o máximo cuidado e sempre utiliza materiais de qualidade, madeira natural, linho, seda e cashmere. “Nós gostamos de criar espaços que fazem o nosso cliente sonhar.”

Som de Dulce Pontes – Canção do Mar

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Uma Brisa Mediterrânea !!!!


Fechem os olhos. Visualizem a Baía de Cadaqués, na Espanha. A brisa do mar, o cheiro de pinheiros, o sol, os vestígios do que já foi um boêmio, paraíso de artistas, e agora é um refúgio sofisticado, mas sempre um convite ao relaxamento. Algo assim tem um cheiro de felicidade. É aqui que mora esta família de Barcelona, e em apenas duas horas, deixam para trás o ruído, stress e as preocupações da cidade. O grande atrativo?, o terraço e piscina com borda infinita, uma varanda e uma área de churrasco. Sofás para desfrutarem a companhia de amigos. Poltronas para leitura sob uma oliveira, enfim, a felicidade total.

“A casa emerge das rochas e sobe em direção ao céu declara seu arquiteto, Javier Barbados. Toda a parte exterior é de ardósia, uma pedra onipresente nas montanhas que cercam Cadaqués, e pisos da mesma pedra, colocada em forma de lajotas”. Essa ardósia é precisamente o que faz a ligação entre o interior e o exterior, e que permite andar sempre descalço. É um piso macio, uma pedra amaciada pacientemente pelas águas. Uma das características desta casa, olhando do lado de fora, presente em todos os cômodos e com saída direta para o terraço.

Ao entrar nesta casa de veraneio, a madeira é uma das protagonistas do interior, com tal aconchego (e uma luz que vem de todos os lados), que poderíamos ficar aqui entocados e nunca mais voltar para a cidade. Sob o telhado inclinado com vigas poderosas de pinho, a sala de estar e sala de jantar (a última em uma área superior) compõem a área principal, com vista para o mar. O mobiliário é rústico, simples, natural e remete a descanso. Há também partes em madeira e gesso trabalhado, que precisa apenas de manutenção para sua conservação.

E a decoração? Um tributo à paisagem, com cores e tecidos naturais e detalhes em azul que nos remetem de volta para o Mediterrâneo, este gigantesco vizinho.

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Marc Jacobs !!!!!!!


 

Marc Jacobs gosta de provocar. Aqueles que têm seguido a sua carreira ao longo das últimas três décadas já estão acostumados a ver este fashion designer do jet set em campanhas e fotos polêmicas. No Costume Institute Gala do Metropolitan Museum of Art, em Nova York apareceu em um vestido de renda preta, com um bermudão branco por baixo, nos pés sapatos com enormes fivelas de strass, ele é um dos atuais adeptos do uso de saia para os homens, e ele consegue carregar uma saia como ninguém.

Considerando-se o temperamento e comportamento midiático de Jacobs, é de se esperar que a sua casa em Manhattan tivesse um espírito semelhante, um pouco irreverente, ou na falta de uma palavra melhor, quase funky. Mas surpreendentemente não é nenhuma dessas coisas, muito pelo contrário. Impecavelmente decorados, os quatro andares desta townhouse em Greenwich Village, evocam o ar de elegância chic da velha escola, lembrando as residências de sonho de antigos estilistas que antecederam Jacobs. Pensem no apartamento de Yves Saint Laurent em Paris, de Bill Blass, agressivamente refinado em Sutton Place, ou a casa de Halston, com sua elegância nata.

“Eu não sou particularmente bom em ter um conceito ou um olhar”, Jacobs diz em resposta a perguntas sobre a sensibilidade estética de sua casa. “Eu só quero viver com coisas que realmente goste, como mobiliário Art Deco, peças dos anos 70, e arte contemporânea. Mas eu não quero uma casa com cara de uma galeria intocada ou um palco Deco, quero apenas algo inteligente, refinado e confortável. ”

Um viciado quase junkie em design, monitorando casas de leilões e comerciantes em todo o mundo, Jacobs não mede esforços para obter exatamente o que ele quer. Por exemplo, o par de macacos de bronze de François-Xavier Lalanne que enfeitam o quarto do designer. “Eu os vi em uma foto na Vogue, e fiquei obcecado por eles. Eu tinha que tê-los na minha casa “, lembra Jacobs. “Entrei em contato com Paul Kasmin Gallery, liguei para a Sotheby, e finalmente chamei a colecionadora de arte Jane Holzer. Ela apresentou-me aos Lalannes em Paris, e me trouxe os macacos.”

Histórias semelhantes cercam a aquisição de outras peças importantes na decoração de Jacobs. A coleção de peças em bronze, de Diego Giacometti, uma mesa e arandelas de Pierre Chareau, uma luminária em forma de mamute, de Eugène Printz, uma escrivaninha Samuel Marx, bem como mobiliário encomendado para a casa. O tapete na sala de televisão ao nível do jardim, por exemplo, é baseado em uma criação de arquivo Syrie Maugham do início dos anos 30 que Jacobs viu em um livro de design antigo. Ele se sente em casa com seus gloriosos Gerhard Richter, pinturas à base de fotografias dos anos 60, e suas obras-primas contemporâneas de Richard Prince.

Quando Jacobs comprou a casa recém-construída em 2009 para si e seu antigo parceiro Lorenzo Martone, era apenas um espaço cru, então ambos recorreram ao designer de interiores Thad Hayes, para supervisionar a sua obra e decoração. Hayes lembra um momento revelador no início do processo, quando ele e Jacobs estavam discutindo opções de estofamento. “Nós estávamos olhando para um clássico e quadradão sofá de Jean-Michel Frank Marc disse, sem constrangimento,” É claro que eu adoro este sofá, está tatuado no meu torso. ‘ Então, ele levantou a camiseta e mostrou-me o sofá “.

Jacobs e Martone separaram-se antes que a casa fosse concluída, e o designer de moda terminou o projeto com John Gachot, um decorador que originalmente trabalhou no escritório de Hayes, e Paul Fortune, amigo de longa data de Jacobs. “Eu já tinha trabalhado com Marc em seu apartamento em Paris,” Fortune diz  “por isso houve um certo nível de conforto. Ele tinha suas ideias sobre o local em New York, e eu estava lá para ver se essas ideias iriam funcionar.  “Um dia, Marc anunciou que tinha comprado uma escultura gigante do Dunga, de Paul McCarthy da série Branca de Neve. O único lugar em que poderíamos colocá-la era na sala de televisão, tivemos que fechar a rua e transportar a escultura pela parte traseira da casa”.

“A sala de televisão era tão perfeita que eu senti que precisava de algo para atrapalhar toda a ordem e refinamento”, Jacobs diz em sua própria defesa. Vamos conhecer e entrar na intimidade de Marc???

Som de Guilbert O’Sullivan – Claire

 

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No Mediterrâneo !!!


Um jovem casal com quatro filhos queria uma casa que fosse aconchegante e acima de tudo fácil de manter. Porque na verdade, quando se tem quatro filhos, as palavras de ordem em relação a um lar são facilidade e praticidade. De repente o casal encontra esta casa tão sonhada, mas com um único problema, ela é centenária. O que fazer?

A casa é de 1907 e é catalogada. O que significa isto? Os proprietários poderiam reformá-la, desde que preservassem a sua arquitetura e elementos únicos. A torre? Teve que ser completamente recuperada, mudando as telhas de cerâmica, por telhas novas imitando as originais e reconstruir tudo novamente, explica Juan Carlos Escrivá, responsável pela reforma.  “Claro que se apaixonar por esta casa foi muito fácil. Com uma arquitetura única e uma vista de babar, a promessa de que cada verão seria o melhor de nossas vidas estava sempre em nossas cabeças”.

Eles não podiam tocar na parte externa, mas por dentro tinham plena liberdade. O piso térreo estava cheio de pequenas salas e os proprietários queriam demoli-las para ganhar um grande espaço aberto, ideal para um casal com quatro crianças. Assim, a sala de jantar, cozinha e sala de estar partilham uma grande área comum com acesso ao terraço. Ah … o terraço, mais do que um terraço, uma dádiva de Deus. Despertar logo pela manhã com esta vista maravilhosa, fazer as refeições tendo pequenas embarcações como pano de fundo, ou ler um bom livro á noite com a brisa fresca do Mediterrâneo, não tem preço.

No interior, a sala está organizada em duas áreas: na frente da cozinha, um canto de leitura e relaxamento com um par de poltronas, e uma mais completa e familiar com um grande sofá em frente da lareira. Embora a decoração seja refrescante e dominada pelo branco, azul e cinza, de acordo com um ambiente marítimo, esta não é apenas uma casa de verão. Por isso mesmo a existência de uma lareira , “pedido expresso dos proprietários”, e aquecimento nos pisos radiantes, o que mantém a casa fresca ou aquecida, dependendo da época.

Acreditem ou não, na área da cozinha, as portas deslizantes são quase invisíveis, e são utilizadas conforme desejo dos proprietários para uma maior intimidade. Com móveis de um tom cinza intenso e bancada de aço, um foco de cor apreciado na atmosfera dominada por tons neutros. A cozinha é precisamente a menina dos olhos do proprietário. Eles adoram cozinhas, então tudo foi pensado de acordo com as suas necessidades.

O quarto, no entanto tem uma decoração feminina, com uma cabeceira de madeira e colcha do mesmo tom de azul do mar. É no último andar e a vista é fantástica.

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