Usando Chapéu !!!


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Um acessório pouco explorado pelo homem brasileiro que foi excluindo a peça de seu guarda roupa nas últimas 5 ou 6 décadas, o chapéu tem um papel importante não só na proteção contra o sol, frio e chuva, mas também como complemento da indumentária masculina.

Servia como fator de distinção de classes na sociedade, com o tempo caiu em desuso, mas agora volta como uma das grandes apostas de grifes nacionais e internacionais.
A palavra provém do latim antigo “cappa”, “capucho” que significa peça usada para cobrir a cabeça. Os primeiros modelos surgiram por volta do ano 2.000 a.C.. Tratava-se de um chapéu de copa baixa e abas largas que os gregos usavam em suas viagens como uma forma de proteção.
Era um tipo prático, ajustável, podendo ser retirado com facilidade. Ele foi usado na Europa por toda a Idade Média. Na Antiga Roma, por volta do ano 1.000 a.C., os escravos eram proibidos de usar chapéus e por isso, quando eram libertados passavam a adotar o barrete, um boné em forma de cone, com a ponta caída para um lado, em sinal de liberdade.
Este tipo foi revivido durante a Revolução Francesa, no final do século XVIII, chamado de “bonnet rouge” e se tornou um símbolo do partido republicano durante a República.
Mas foi depois da Renascença, nos séculos XIV-XVI, que os chapéus masculinos adquiriram diversos formatos, sendo ricamente enfeitados, e usados pelos homens poderosos. Data desta época o aparecimento das boinas, na Itália, constituídas de uma peça circular de tecido franzido nas laterais, contendo uma faixa por onde passava um cordão ajustável. Também durante a Revolução Francesa (1789-1799), quando as vestimentas foram influenciadas de modo a torná-las mais simples, surgiram os chapéus de copa alta de formato côncavo, que se desenvolveram até darem origem às cartolas. E assim, até os anos 50, nenhum homem elegante saia de casa sem chapéu, mas com o boom dos movimentos estudantis, a partir dos anos 60, para se diferenciarem dos seus pais, os jovens passaram a ignorá-lo. Somente nos últimos anos, com a aposta de grandes nomes da moda internacional, o acessório voltou a entrar em cena, e o que era antigo, virou cool. O chapéu tradicional é formado pela aba, a parte que se projeta para fora da peça e pode ser rígida ou não, o cone ou copa, onde se encaixa a cabeça e cujo diâmetro e altura podem variar, o laço/fita que serve para dar acabamento e incrementar o visual e, finalmente, a coroa, o topo da peça.
Este formato é aplicado a modelos clássicos como o Fedora, Trilby, Derby e Panamá, mas temos também a boina e o boné que tem um formato completamente diferente. Abaixo, alguns dos mais conhecidos modelos de chapéu masculino.
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PANAMÁ:
A palha do chapéu “Panamá” nasce em apenas um lugar do mundo, o Equador. Os chapéus são produzidos há mais de 1000 anos, por índios Incas. Feitos manualmente, de forma inteiramente artesanal, podem levar de 2 dias a 6 meses para ficarem prontos, dependendo do chapéu. O chapéu ganhou o nome “Panamá” no início do século XX, quando os franceses e americanos, que participaram das obras de construção do Canal, começaram a imitar os trabalhadores locais, usando os chapéus para se protegerem do calor e da umidade. Ao retornarem a seus países, eram perguntados de onde vinham aqueles chapéus e respondiam: do Panamá!
Ele só recebeu este nome em 1906 quando o então presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, ganhou um exemplar e usou-o durante sua visita ao que viria a ser o Canal do Panamá, transformando-o em moda instantaneamente e permanecendo assim até a década de 40.
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FEDORA OU BORSALINO:

O Fedora também pode ser encontrado com o nome de Borsalino, tradicional marca italiana, considerada a inventora do modelo. O Fedora é feito de feltro (embora existam exemplares até de couro), tem aba média se comparado a um chapéu de cowboy, por exemplo, geralmente é encontrado nas cores marrom, preto e cinza com uma fita na mesma cor ou em tom similar, a coroa tem mais ou menos a mesma altura da coroa do Panamá e trata-se de um bom acessórios para outono ou inverno, protegendo muito bem do frio e do vento cortantes de algumas cidades.

Variações: couro, veludo ou até algodão são opções mais raras e entre as cores, tons frios e escuros podem surgir.

BOWLER OU DERBY:

Nos EUA é Derby, na Inglaterra se chama Bowler e no Brasil falamos chapéu coco, a verdade é que este modelo foi criado na Inglaterra em 1846 pelo político Edward Coke, ganhando popularidade entre a classe trabalhadora e, posteriormente, a burguesia. Ficou mundialmente famoso e até hoje é lembrado graças a Charlie Chaplin e seu personagem, Carlitos.

Variações: Geralmente é feito de feltro preto ou cinza escuro, tem a coroa arredondada, aba curta e laço na mesma cor.

TRILBY:

Lembra o Fedora, mas com uma aba muito mais curta, o Trilby já foi chapéu de gente abastada, hoje caiu na graça dos jovens e aparece por aí em diversas cores e materiais, mas o original era em tons neutros e com a fita na mesma cor ou com pequenas variações de tom.

Variações: o tradicional é em feltro, mas a trilby se adaptou para diversos gostos e públicos sendo possível encontrá-lo em couro, sarja, lona, veludo, e até palha para climas quentes. As cores vão pelo mesmo caminho e o cinza abriu caminho para uma enorme variedade de matizes.

BOATER:

Recebeu o nome de Boater (ou barqueiro) por ser usado nos EUA nas competições de canoagem, fez sucesso no Brasil durante as décadas de 30 e 40, principalmente pelos boêmios do Rio de Janeiro, fato que deve ter contribuído para a figura folclórica do malandro com camisa listrada e chapéu palheta na cabeça. É feito de palha, mas tem uma estrutura mais reforçada do que o Panamá, a aba é curta, coroa reta e sua fita muitas vezes aparece em azul e vermelho, cores geralmente ligadas às atividades náuticas.

Variações: um dos mais restritos em relação as opções de material e cor, no máximo você vai encontrar fitas de cores diferentes e só, nisso ele se assemelha ao Panamá.

BOINA:

Outro acessório que voltou com tudo é a boina, outrora preferida apenas pelos vovôs. De diferentes cores e formatos a boa e velha boina parece ter perdido a fama de antiquada e sisuda que carregou durante anos. Só lembrando que ela foi usada pelos combatentes de blindados como uma alternativa para os gorros e claro, os pintores, especialmente franceses deram sua contribuição para a popularização da boina. As boinas também podem ser usadas no verão. Normalmente, os modelos se mantêm, porque a boina, em si, é um modelo clássico e atemporal. O que pode mudar é o tecido.

BONÉ:

O boné em gomos ou partes costuradas, próximo à modelagem atual, começou a ser utilizado por um açougueiro inglês por volta de 1.800. Deste período em diante o boné ganhou o mundo esportivo, tornando-se popular nos Estados Unidos por intermédio do beisebol. Com o passar do tempo ganhou maior utilidade, e começou a ser confeccionado em diversos modelos e materiais.

Desta forma o boné ganhou o mundo, ocupando a cabeça de crianças, jovens e adultos. No Brasil é uma verdadeira mania, caracterizando-se pela imagem do esporte, estilo, atitude, trabalho e atividades saudáveis. Facilmente alcançou o status de acessório de moda.

Precisa de ajuda? Quer organizar o seu guarda roupa? Duvidas para combinar peças que já tem? Entre em contato pelo blog, ou pelo E-mail nunoalmeida61@gmail.com

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