Luis Laplace


 

Luis Laplace

APARTAMENTO EM MONTMARTRE

Situado no sopé da colina de Montmartre, em um bairro imbuído do espírito de dezenas de artistas que passam pelas ruas, criando e expondo seus trabalhos ao ar livre, no lugar mais boêmio de Paris, fica o apartamento de Luis Laplace. Arquiteto, urbanista e designer de interiores de origem argentina, Laplace decidiu mudar-se da cidade de Nova York para Paris, juntamente com o seu companheiro Christophe Comoy. Em busca do que seria sua nova residência, ele foi ver um apartamento onde antes funcionava um antigo escritório de advocacia. Localizado num edifício do século XVII, achou que seria o lugar ideal para o novo lar. O que ele encontrou foi um apartamento completamente abandonado e em péssimo estado, mas apesar de sua aparência decadente, soube imediatamente que poderia criar um espaço que atendesse ás suas necessidades. Queriam algo moderno, aberto e luminoso, que também conservasse a atmosfera genuinamente parisiense do lugar. Rapidamente foi feito o projeto para este espaço, com pinceladas de arte, homenagens aos melhores designers e com muita classe.

A arquitetura e as características deste apartamento conquistaram Luis Laplace, como os tetos altos, grandes portas e janelas, molduras abundantes e pisos de madeira. Originalmente, as paredes e molduras eram douradas e todos os quartos tinham lustres antigos de cristal. A primeira obra, foi o reparo dos pisos de madeira, recuperar as molduras que estavam em melhor forma e pintar de branco os tetos e paredes de todo o apartamento.

Uma vez concluída a primeira fase do processo, o apartamento tornou-se um espaço aberto, luminoso e espaçoso, pronto para começar a decorar. A estética clássica da arquitetura seria valorizada fazendo um contraponto com o conteúdo contemporâneo. O estilo de decoração de Laplace caiu como uma luva. O resultado final é que os móveis criados pelo próprio arquiteto coexistem e complementam outras peças, desenhadas por prestigiados designers. Impressionantes obras de arte e inúmeros detalhes dão o toque pessoal. Como acontece na maioria das casas de designers de interiores, este apartamento muda constantemente de decoração, ainda mais porque também é utilizado como showroom para os seus clientes. Vamos entrar?

 

 

CASA NO SUL DA FRANÇA

Luis Laplace e Christophe Comoy, seu companheiro, se conheceram em 2001, numa festa de Natal em casa de amigos em comum, e ambos estavam vivendo em Nova York, Laplace trabalhava para a arquiteta Annabelle Selldorf, e Comoy, um advogado, trabalhava no ramo de finanças. Três anos mais tarde, mudaram-se para Paris, onde Laplace abriu sua empresa de arquitetura tendo Comoy como seu parceiro e responsável pela parte financeira. Esta nova propriedade foi comprada dos primos de Christophe, há seis anos atrás logo a pós a morte da proprietária, que era sua avó. O casal vive aqui em algumas temporadas, fugindo da vida atribulada e estressante de Paris, aqui tudo é muito calmo e o estilo de vida é típico das áreas rurais. A despensa é forrada de potes de mel de diversas qualidades que o próprio Christophe confecciona, assim como inúmeras compotas feitas com matéria prima da propriedade. Quando o casal retorna a Paris (um voo de uma hora) vão abarrotados de geleias, verduras e ovos, eles brincam dizendo que são praticamente traficantes de comida.

Eles esperaram três anos para encontrar vigas em madeira de álamo com medidas perfeitas  para o restauro do estábulo, e por toda a casa há sinais de pequenas obras em curso e de projetos futuros. À primeira vista, a casa parece desconexa, e com um estilo que nada nos lembra os projetos limpos e clássicos de Laplace, no entanto esse é o charme desta casa. Quer se trate de uma restauração de um edifício antigo, ou simplesmente escolher um tecido, a capacidade de Luis em não seguir um único estilo e a mistura de todas essas linguagens arquitetônicas, é a sua grande qualidade.

Muitos dos móveis da casa pertenceram á avó de Comoy, mas eles têm sido personalizados para se adequarem á estética do casal: Um armário de mogno na sala de jantar, teve as portas removidas para mostrar uma coleção de louça chinesa, empilhada ordenadamente. “A casa precisava de um monte de reformas, um monte “, conta Comoy   com cara de cansado. “Minha avó morava em Toulouse, e esta sempre foi uma casa de veraneio, fora desta época, estava sempre fechada. Laplace e Comoy no entanto, usam a casa durante todo o ano. A época de Natal é religiosamente passada aqui, com toda a família reunida, os irmãos e sobrinhos de Luis vêm de Buenos Aires para passar estes feriados.

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Loft Centenário!!!


Uma casa que com o passar do tempo vai ficando mais charmosa, enriquecida com as reformas e gostos de cada geração que por aqui morou. Localizada no bairro Horta, em Barcelona, ​​pertencia aos avós dos atuais proprietários, um jovem casal com dois filhos, dedicados a moda e design. Eles decidiram empreender as reformas necessárias para a modernização do edifício, com mais de 120 anos de existência, respeitando a sua essência.

Esta reforma incluiu a mudança de quase todo o piso desta casa, que agora é todo em madeira de carvalho, a remoção dos tetos falsos, que escondiam as fantásticas abóbadas de tijolo originais, e a renovação de todo o sistema de tubulação, que agora é aparente, caracterizando o estilo de loft. Uma parte da carpintaria foi aproveitada, e outra, substituída por ferro. A distribuição dos dois pisos da casa permaneceu intacta, no andar inferior ficam as áreas comuns, e na parte superior os quartos. Uma grande transformação foi realizada unindo em um mesmo espaço a cozinha, o escritório, e a sala de estar. Em frente ao hall de entrada fica a sala de jantar com lareira. Depois da obra principal, havia a necessidade de um projeto decorativo para realçar e embelezar estes novos ambientes. Foi contratado um escritório de design para decorar e mobiliar os novos espaços, adaptando-os à personalidade dos proprietários e às peças já existentes, a maioria em estilo eclético e vintage. O projeto deu enfase a materiais como couro, madeira, e tecidos étnicos em cores neutras. Tudo com a finalidade de dar um conceito moderno sem desmerecer as características do passado.

Os decoradores possuem uma filosofia sustentável. O pátio, que precede a entrada recebeu uma grande mesa feita de uma antiga porta chinesa. O quarto principal tem uma área externa equipada com bancos feitos de pallets. A sala de estar tem um certo ar de clube inglês, com um enorme sofá Chesterfield em couro marrom bem em frente à lareira e uma estante dos dois lados da parede, do piso ao teto.

Som de Cat Stevens – I Never Wanted To Be A Star

 

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Viver No Campo.


Som de Simon & Garfunkel – The Boxer

 

Um paraíso,com uma horta particular, um jardim, espaço e silêncio. Chegar aqui custou-lhes muito, mas valeu a pena. Vamos entrar nesta casa e desfrutar da paisagem e de um espaço confortável, brilhante e encantador. A interiorista Sophie  Wadsworth sabe perfeitamente o que mais gosta na sua casa. “A horta é o meu santuário, fornece as verduras que nos alimentam durante o ano todo. A casa com vigas de carvalho é espetacular, dá-lhe caráter e um olhar tradicional, sem perder o conforto de uma casa moderna.” A fachada, de madeira pintada de branco, tijolos e telhas tem o estilo inconfundível das casas de Kent, no sudeste da Inglaterra. “Esta é uma área de grande interesse natural, onde você tem que construir de forma tradicional”, explica ela.

A história de Sophie e seu marido Andrew com relação a esta casa é muito particular, e chegou a um final feliz graças à determinação do casal e uma boa dose de humor Inglês. “Vendemos nossa casa anterior e após um ano procurando vimos este lote em um leilão. Demos um lance bem alto por ela, resignados a comer feijão e pão por 10 anos, mas conseguimos. Então começou a batalha para mudar o plano do conselho, que limitava o espaço para a construção da casa. ” Durante um ano e meio eles viveram com seus filhos Teddy, Georgie e Patch neste terreno, mas em três casas provisórias, implicando em uma série de transtornos.

Enquanto isso, construíram uma casa de dois andares, com um anexo em” L “onde antes estavam os estábulos, e agora ficam a cozinha, sala de jantar e sala de estar. O primeiro andar é totalmente aberto, lembrando um celeiro com uma cozinha rustica cercada por um deck de madeira que liga ao jardim. Sophie escolheu mobiliário de cor clara, estilo escandinavo, para aproveitar ainda mais a maravilhosa luz natural da casa. “Minha mãe é sueca e adoro o estilo nórdico.” O mobiliário simples e de cores neutras ajudam a sobressair ainda mais a beleza do teto de madeira. Vamos entrar???

 

 

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Clássico, Mas Nem Tanto !!!!!


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Hoje em dia, no mundo da moda masculina fala-se muito sobre a criação de roupas e looks clássicos com uma pitada de “modernidade”. Seja através de diferentes designers adaptados ao seu estilo pessoal ou como você incorpora padrões e tendências, a maneira de realmente se destacar é dar um toque sutil a mais no seu guarda roupa de uso diário. De um modo geral, eu sou um grande fã deste conceito “clássico com um toque “. Gosto de peças de moda masculina que sejam simples, atemporais e versáteis. Os italianos tem uma expressão que se adapta a este assunto, “sprezzatura“, que significa uma aparente indiferença, de modo a que tudo pareça natural e sem esforço, mas não se enganem, isso requer muito trabalho.

No entanto, muitas pessoas cometem erros quando se trata de implementar este objetivo. Geralmente pecam por excesso, a pessoa pode ser muito “fashion” e mesmo assim não ter estilo, uma outra maneira de pensar é, quanto mais acessórios eu acrescentar, mais elegante eu vou ficar, aqui também vale o bom senso e a máxima de que no território masculino menos é sempre mais. Adicionar um toque de cor ou um detalhe interessante é a chave deste toque de modernidade.

Em primeiro lugar, escolha uma cor de cada vez. Ao manter o resto da roupa neutra e mais contida, não só você evita qualquer confronto, mas também permite que a parte colorida seja o foco principal. Você pode fazer isso, com uma gravata mais colorida, ou um lenço no bolso do seu blazer. Uma outra opção é vestir uma peça ousada, como um par de calças, uma camisa, um casaco mais colorido ou xadrez, mas lembre-se de que as proporções devem ser adequadas, o ajuste da roupa é muito importante.

 

 

 

 

Outra forma envolve manter sua roupa neutra, mas incluindo uma peça que possui um detalhe interessante. Isso pode ser bem simples, basta pegar um material não convencional para uma de suas peças, como uma jaqueta de veludo ou um par de calças listradas de algodão. Alternativamente, o corte da roupa pode ser o diferencial, pense em cortes assimétricos ou um mais tradicional, ajuste “old-school”.

Novamente, para dar enfase a este tipo de item, é bom ter certeza de que o resto da roupa seja o mais simples e clássico possível. Demasiados detalhes podem fazer com que pareça que você acabou de chegar do futuro ou de uma história em quadrinhos. Pessoalmente, acho que quando se trata de usar um item com um detalhe interessante, a sua melhor opção é se vestir o mais básico possível, de modo que esta peça se torne foco de atenção.

 

 

 

 

Ambas as técnicas acima são adequadas para qualquer pessoa, mas lembre-se de nunca experimentá-los ao mesmo tempo, vá devagar, e quando tiver mais segurança arrisque um pouco. O bacana mesmo é sair de casa bem arrumado e de forma casual, como se não tivesse passado horas escolhendo a roupa, tipo abri o armário peguei algumas peças e saí, esse é o charme de descobrir o seu próprio estilo. Uma ótima semana (com estilo) para todos.

 

Silenciosa em Paris!!!


A entrada tem força e majestade de uma arquitetura clássica em estilo grego decorada com relevos chamados de frontões.

 

Sempre que encontro este tipo de casa me dá uma vontade enorme de postar no mesmo dia. Construída em Paris e isolada da multidão e barulho da grande cidade, por seu próprio pátio e jardins, inspira uma enorme tranqüilidade  dentro de uma grande metrópole.
Esta casa é cheia de detalhes e deve ser observada com muita atenção. Muitos estilos harmonizados com enorme cuidado em um “container” que mantém a arquitetura e materiais originais. Apesar de seu tamanho é uma casa que não perde a sua funcionalidade e aconchego.
Foi amor á primeira vista quando a proprietária colocou os olhos nesta casa cativante, no sexto arrondissement  de Paris, projetada pela empresa de design francesa, D.Mesure. O espaço amplo e o lugar são aspirações, mas a  paleta de cores neutra, mobiliário, metais mistos, e coleções de arte, são elementos que todos nós podemos usar em nossas casas.
Cinco andares reformados no coração de Saint Germain des Pres, um dos bairros mais chiques de Paris e uma designer apaixonada, resultaram em uma casa com caráter, fresca, e tipicamente parisiense.
Para esta designer e cineasta francesa, casas contam histórias de vida e esta tem uma muito particular. “Um dia eu passava pela porta deste pequeno edifício e notei que tinha um sinal de venda, que coincidiu com o meu desejo de voltar a me estabelecer em Paris e sair do subúrbio”, diz a proprietária. Embora a casa precisasse de um monte de reformas, Anne foi vencida pela visão das enormes janelas, um belo pátio com plantas, pisos de madeira e localização única no meio de seu bairro favorito, Saint Germain des Pres.
Ela contratou a empresa D.Mesure, de sua total confiança….. alguns meses depois, mudou-se. A empresa trabalhou para converter a casa em um espaço tranquilo, apesar de ser localizada a menos de cinco minutos a pé, do burburinho dos restaurantes e galerias de arte da região. Juntaram-se antiguidades com madeiras usadas, misturaram-se peças brutas, com peças mais refinadas, deixou-se claro que a elegância não é sinônimo de tédio. Aqui a história da família fala e conversa com o pragmatismo de Anne. Antiguidades arquitetônicas foram resgatadas, revertendo a sua linguagem original,  como os espelhos do quarto de vestir e os do banheiro, substituindo azulejos velhos. A antiga pia de alguma escola parisiense, e uma fonte espanhola tornaram-se o lavatório do banheiro principal. O quarto principal, na parte superior, tem uma bela vista para o jardim e terraço.
Som de Edith Piaf – Sous Le Ciel De Paris

Uma luminária única, a lampada simples desliza na polia. A casa nos dá as boas vindas com esta escadaria de pedra e corrimão de ferro.

 

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A cozinha, em estilo moderno e minimalista, se encaixa perfeitamente com as peças rústicas como mesa de madeira em estado bruto (ao fundo), a mesa de jantar com tachas e as cadeiras mais modernas.

 

Mesa de jantar em um estilo meio medieval, meio industrial, com cadeiras mais modernas, do início do século XX.

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Um item de colecionador. Mesa de pebolim.

 

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Mais uma vez, um elemento típico de área externa, como esta grande fonte de pedra que poderia muito bem ser parte de um jardim de um palácio, torna-se o foco deste banheiro.

 

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Bacia original e espetacular feita com uma pia antiga ou calha em pedra, pés de ferro e canos expostos.

 

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50 Tons de Cinza !!


Não há nenhuma cor mais fácil de trabalhar do que o cinza, independentemente da profundidade do tom. Cinza pode ser quente ou frio, dependendo da intensidade da cor. Neste apartamento, o cinza foi usado como um tema principal e funciona muito bem. A cor cinza para interiores está muito em moda no momento, e pode ser usada em praticamente qualquer sala de uma casa. A cor representa calma e paz, juntamente com uma sensação geral de relaxamento e bem-estar.

Neste escritório de design de interiores a cor tem uma participação importante na decoração. Dando um aspecto elegante, embora os móveis sejam mais descontraídos, o que moderniza toda a área. No que se refere a design de interiores, nada bate paredes cinza e pisos de madeira. Especialmente este piso de madeira, em Chevron, que tem um aspecto inacabado e sem qualquer brilho, a combinação é fantástica!

Outra cor que dá a este escritório um encanto especial é o branco, e a forma como é exibido dentro desta casa. As prateleiras em branco austero, preenchidas com vasos em branco e creme, são uma expressão artística de estética pura. Os vários formatos e tamanhos de vasos contribuem para a aparência geral deste cômodo. É um efeito dinâmico e funciona perfeitamente com o piso e outros móveis, especialmente as cadeiras brancas com pés palito (Charles Eames). As portas shaby- chic, são propositadamente desgastadas para dar uma aparência de usadas. É um toque de rusticidade e refinamento ao mesmo tempo.

O  branco foi também usado na cozinha. O espaço é ampliado em função do chão branco de alto brilho. A parede de trás da pia é feita de azulejos também de alto brilho. A geladeira estilo anos 60 e TV, juntamente com o sofá alto de couro preto dão um aspecto fantástico a esta área, é sutil, mas estimulante.

Na mesma linha, o banheiro é com azulejos pretos e paredes cinza estanho. É uma casa fantástica que combina tons diferentes com perfeição. Cinzas em tons de estanho, azul cobalto, preto e branco, são as cores que fazem com que esta decoração seja deslumbrante. Vamos ver?

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Em New Orleans !!


Sara Ruffin Costello é uma designer de interiores, editora da Vogue, fundadora e diretora criativa da revista Domino, colaboradora da revista T e Travel + Leisure  (entre outras), tem um grande talento. Ela é inteligente, glamorosa, e tem um olho incrível para a moda e estilo de casa. O gosto de Sara para diversão nunca esteve em dúvida, mas esta sua capacidade  recebeu um grande impulso três anos atrás, quando ela, seu marido e seus três filhos mudaram-se  dos limites relativamente apertados de um apartamento em Manhattan para uma grande casa de 1868, em Nova Garden District –  New Orleans. Lá, em uma casa de estilo gótico italiano, anteriormente propriedade de um magnata ferroviário, ela finalmente tem tempo e espaço para as suas festas (muitas) e para criar espaços chiques que refletem o seu espírito brincalhão e amor pelo design. “É formal, e informal”, diz Sara. “É cidade e é campo. Tem um ar de formalidade com o corredor central e salas enormes em cada lado da grande escadaria, mas não é tão formal que  não possa ter uma mesa de ping pong na sala de jantar. ”

Embora Sarah tivesse ido para a faculdade em Nova Orleans, ela não tinha planejado se mudar para lá. Mas, durante uma visita a alguns anos atrás, passeando e olhando velhas casas em um carro cheio de amigos, o motorista, “um agente imobiliário bem esperto”, como diz Sara, “muito astutamente passou por esta casa e disse, ” Esta está para vender,”plantando a semente da fantasia.” Nós entramos no avião para voltar para Nova York e não conseguia tirar esta casa da minha cabeça.”

Era o momento certo. A revista Domino tinha acabado de fechar, e Sara estava trabalhando como freelance, o marido Paul, um fotógrafo, podia trabalhar em qualquer lugar. Eles compraram a casa. O impulso inicial de Sara era fazer grandes mudanças estruturais, mas o arquiteto Michael Carbine interveio. “Eu pensei, em abrir a cozinha para o jardim e colocar uma porta de garagem grande lá”, e ele me falou  uma coisa muito sábia. Ele realmente entende  de detalhes históricos, e isso é muito importante por aqui. Ele disse: “Você tem coisas modernas, vamos deixar a casa com este jeito antigo “, então temos mantido exatamente o combinado.”

Som, The Cranberries – Ode To My Family

 

A filha de Sara, corre pelo corredor da casa, sobre um tapete de sisal pintado á mão.

 

Um equilíbrio de linhas curvas e retas e uma paleta restrita unifica um mix de peças modernas, a mesa tripla lateral de madeira,foi herança dos pais de Sara. As poltronas foram forradas de tecidos diferentes, e o resultado ficou ótimo

 

O suporte para esculturas apoiando o busto “foi a primeira coisa de valor que comprei na minha vida.”  É pouco prático, e mesmo assim tem sido um dos objetos mais surpreendentes que eu já tive “.

 

Como Sara diz, preencher uma casa antiga com objetos novos, não é nenhuma novidade, e nem a combinação de peças tradicionais e modernos. “Todo mundo faz isso”, diz ela. Mas a sua casa tem algo extra: um senso de drama, que ela realiza deliberadamente, quase provocativa, emparelhando cores e formas de alto contraste em cada quarto. “Tudo se resume à tensão, o que eu acho emocionante. O tema claro e escuro, antigo e novo, curvas e retas, aparece em toda a casa.”

Na sala de estar dominada pelo branco, preto, e móveis de madeira, trazidos da casa de seus pais na Virginia, divide espaço com uma mesa branca contemporânea. Estes contrastes também adicionam charme e aconchego a esta residência.

Empilhados ao longo da parede atrás do sofá, livros estão ao alcance e dão uma forte declaração pessoal. “Eu amo quando você está na casa de alguém e  acaba cutucando suas estantes e vendo as coisas que estão lendo.”

 

Sara experimentou inúmeros tapetes sobre o tapete de sisal, antes de se decidir pelas peles de pônei, que oferecem uma forma interessante. O gato da família, senta-se sobre uma cadeira Robsjohn-Gibbings  vintage.

 

Um lindo huntboard americano oferece mais espaço de armazenamento para cartões e fichas de pôquer. Um tradicionalista poderia ter preenchido o espaço abaixo dela com um baú. Sara escolheu livros.

 

O enorme espelho ornamentado que veio com a casa foi mantido, e decorado com artwork . Gravuras e uma antiga pintura estão dispostas do piso ao teto para ajudar a preencher as paredes incrivelmente altas.

 

Uma mistura de velho e novo pode ser um desafio.O segredo, diz Sara, é ” Construir uma ponte para a harmonia através da paleta e formas” Na sala de estar, podemos ver ambos os aspectos no trabalho. As peças díspares estão unidas por uma paleta limitada de branco, preto, e madeira. Em termos de formas, Sara dá muita atenção para  como uma peça vai conversar com os seus “vizinhos”.

 

A biblioteca é aconchegante pelas camadas de tapetes gastos e estofados de veludo, e memorável pela adição de uma luminária, comprada em uma loja de objetos usados.

 

A sala de jantar original é agora uma sala de ping pong. Em dias de festa a mesa é retirada e dá espaço para pequenas mesas retráteis em jantares, ou o lugar fica livre para a dança.

 

Ilustrando sua maneira de decoração casual com peças tradicionais, Sara armazena as raquetes de ping pong em um balde de gelo ao lado de um castiçal de prata antigo.

 

Para a sala de jantar Sara “deu um toque de New Orleans” com um par de cadeiras francesas antigas, que ela propositadamente deixou de forrar. O tecido da cortina é de Oscar de la Renta.

 

Casa de Sara não é só especial, mas também foi bem decorada para atender às suas necessidades e a seus hóspedes. “Eu tenho filhos, e gosto muito de receber, são os dois itens que definem muitas das soluções de design em torno da casa. Eu queria misturar ao invés de separar essas duas idéias. “Isso significa que cada espaço na casa funciona como um local de ponto de encontro para a família e para os hóspedes.  “Eu não fico constrangida se alguém entra em qualquer um dos quartos, e se alguma coisa fica um pouco estragada, acaba imprimindo um caráter mais interessante a esta casa.”

Esta atitude flexível é bem vinda por todos. Em vez de serem banidos para uma sala de recreação, os três filhos podem ouvir música no sofá de couro branco da sala de estar, ou jogar ping pong na sala de jantar ao lado de um sofá de chita e antigas cadeiras laterais francesas. Quando Harrison ( o mais velho ) vai para o colégio interno, seu quarto acomoda facilmente  hóspedes durante a noite.

A ilha de cozinha  oferece muito espaço de trabalho e de armazenamento.

 

Uma parede de fotos da família (ainda em andamento) fica sobre a mesa da cozinha,  peça da designer Ann Demeulemeester, onde a família faz todas as suas refeições.

 

Sara adora bandejas, e acha que tudo fica melhor nelas.

 

Usar treliças dentro de casa é uma tradição do sul. Sara substituiu a treliça envelhecida da casa por uma nova, com um arco mourisco criado pelo designer Furlow Gatewood e pintou de um cinza-esverdeado moderno.

 

Duas mesas console, são enfeitadas por buquês de magnólias e ramos de limões, podados de árvores no quintal.

 

Maximalista e ao mesmo tempo minimalista nas formas, as cortinas de linho bege do dossel são rentes ao teto. Como os tetos são muito altos, as proporções precisam ser estudadas.

 

Na área de estar do quarto, cadeira Eames branca e lâmpada de Noguchi. Uma mesa Fornasetti adiciona um pouco de cor ao ambiente.

 

Sara transformou este antigo quarto em um grande banheiro, pintou de um branco cremoso e cobriu as paredes com retratos de família e arte. “As cozinhas e banheiros são ótimos lugares para mostrar coisas que são mais pessoais.”

 

Além de escrever, Sara tem decorado algumas casas para clientes em Los Angeles e Nova Iorque. Seu objetivo, para ambas as casas de seus clientes e seu próprio, é “construir quartos com alma.” Sara reconhece que este é um objetivo aparentemente sem uma definição concreta, mas também muito simples. A casa deve ter um espírito. “É fantástico, quando você vê uma sala, e consegue entender como alguém vive, os livros que lê, e fica morrendo de vontade de conhecer a pessoa que mora ali.”

Em um nível prático, isso significa usar peças que têm um valor sentimental pessoal ou trazer o seu próprio senso de história para a decoração. “Eu amo coisas que parecem um pouco usadas, nada muito novo ou brilhante, por favor. Eu gosto de coisas que nos contem segredos se pudessem falar. Eu gosto de sentir a modernidade, mas eu não quero que pareça que foi instalada de repente”. Sua casa está cheia de móveis herdados de seus pais e recolhidos ao longo dos anos, pouco a pouco, cada peça um lembrete de um momento específico (por exemplo, o busto onde ela coloca um chapéu, na sala de estar foi uma das primeiras coisas que ela e Paul compraram juntos.

Em uma antecâmara para a sala, uma mesa de Thomas O’Brien mostra um suporte de facas  vintage (agora usado para armazenar cartas) e, adicionando um pouco de leveza, um busto  decorado com um chapéu e pérolas. “Eu adoro bustos. Quando você está sozinho, é como ter alguns amigos na casa. “

 

O quarto de criança é acolhedor, reconfortante, e projetado para durar anos. “O que acontece em quartos temáticos de bebe é que de repente eles crescem e querem tudo novo. Aqui, se você tirar o urso de pelucia e os aviões, temos um outro quarto de hóspedes. “

 

Enquanto o filho mais velho, Harrison estava fora no internato, Sara transformou o seu dormitório em quarto de hóspedes.  O tecido usado no dossel já tinha sido usado como cortinas de cozinha em Nova York. A peseira colorida foi encontrada em um brechó.

 

Assim como a sala de treliça no andar inferior é visível a partir da porta da frente, o quarto de costura de Kiki ( filha do meio ) é visível a partir do topo da escada. Sara transformou este pequeno espaço forrando as paredes com tecido Muriel Brandolini .

 

Sara pintou o sofá e cadeiras da varanda em um tom cinza carvão, um contraste sutil com cinza azulado do piso. Persianas roll-down de bambu são uma defesa necessária contra o sol intenso de New Orleans.

 

Como o casal gosta muito de receber, Sara aprendeu rapidamente algumas estratégias divertidas e valiosas. Em primeiro lugar, para reduzir o estresse que antecede a festa, ela separa tudo (copos, pratos, velas talheres, etc.) em um só lugar. Esse lugar é a despensa, que também tem espaço para um bar. Em segundo lugar, a decoração com flores. “Eu decidi que flores são muito caras, então eu uso material do jardim, folhas de bananeira ou galhos ou flores da estação.” Sara fica emocionada por estar em um lugar onde há menos correria e mais tempo e espaço para o que importa. “Estou feliz por ter encontrado uma casa que é realmente habitável e propícia para receber amigos hóspedes ao longo do ano, coisa que foi sempre difícil em Nova York. “Eu posso realmente viver nesta casa e fazer as coisas que eu sempre quis fazer e nunca tive tempo para fazer. ”

 

O jovem Ruffin ( mais novo ), se prepara para um mergulho na piscina de água salgada do quintal. As espreguiçadeiras da piscina e guarda-chuva foram feitos sob medida, e as cadeiras de metal são vintage.

 

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